EXCLUSIVO: Com uma meta de investir no mínimo R$250 mil reais em cada startup, o GVAngels, mais nova rede de investidores-anjo, reuniu-se ontem na FGV em São Paulo, para formalizar a criação do grupo. Entre os participantes um único pré-requisito comum: ser ex-aluno da FGV, uma das mais importantes universidades do País na formação em negócios.

Um dos principais diferencias desse grupo é a diversidade de experiências, que servirá para um investimento ideal, o chamado smart money, pois além do capital, os investidores-anjo aportam conhecimento, mentoria e rede de relacionamento, o que acelera o crescimento das startups.

Para Mike Ajnsztajn, Fundador da ACE – eleita a melhor aceleradora da América Latina -, que lidera a criação da rede GVAngels, o fato de se ter algo em comum entre o grupo é fundamental para unir forças e promover investimentos mais rápidos com mais confiança.

Baseado nessa ideia e inspirado no modelo do Harvard Business Angels, clube de investimento presente em diversos países, inclusive no Brasil, chega ao mercado o GVAngels, que para a surpresa dos líderes da iniciativa, houve um retorno super positivo do mercado e  já conta com 90 inscritos de diferentes segmentos da economia.

A ideia original começou com Rafael Belmonte, empreendedor, ex-aluno da FGV e cofundador da Netshow.me, que sempre teve o desejo de criar uma iniciativa desse tipo. Uniu-se com Mike, também ex-aluno, e a partir daí não faltaram outros ex-alunos dispostos a ajudar e participar da formação do mais novo grupo de investidores-anjo no Brasil. “Atuo em grupos de investimento desde 2007, e é fato que esse mercado no Brasil está muito mais estruturado. Existem mais empresas, aceleradoras, aumentou o número de aquisições de startups, o mercado está mais maduro e existe hoje muita demanda de pessoas querendo investir em startups”, comenta Mike.

Como o grupo ainda é novo, as regras e a tese de investimentos ainda estão sendo definidos pelo grupo, mas uma coisa é certa, eles garantem que terão como diferencial a velocidade. Para Mike, “os investidores brasileiros demoram muito, têm muito receio e insegurança, o que é aceitável, pois o ecossistema é novo, mas não dá para ficar parado analisando sem dar sequer um retorno para a startup após 90 dias do pitch. Queremos e vamos mudar essa realidade com a união e participação desse grupo de alummi, conclui”

O Startupi marcou presença na reunião oficial de anúncio da rede GVAngels e conversou com Mike Ajnsztajn que falou um pouco mais sobre a iniciativa. Confira no vídeo abaixo:

Entre os participantes da rede GVAngels, alguns já têm experiência com investimentos, e apesar de ser um grupo, as pessoas investem de maneira independente. As decisões são em conjunto, mas cada um é responsável pelo seu investimento e apesar de carregar o nome FGV, a Fundação não investe e nem entra como acionista nas negociações.

Durante o encontro fechado realizado ontem em São Paulo, com o objetivo de entender como funcionará o processo de avaliação, os participantes puderam assistir dois pitches das startups convidadas JobforModel e NMind. “Após cada pitch de 10 minutos e após responder diversas perguntas e questionamentos, a startup sairá da sala e o grupo de investidores decidirá na hora se quer continuar a análise para investimentos ou não”, explica Mike.

Segundo Mike, “a característica do GVAngels é ter uma mentalidade de investimento rápida, estilo americana onde o compromisso será de avaliar a startup, decidir pelo investimento e dar um feedback em menos de 30 dias. Ninguém faz isso no Brasil, nenhum VC e nenhum Anjo, mas nós vamos fazer”, afirma.

Em breve teremos mais novidades sobre o GVAngels, mas caso você tenha interesse em participar do grupo ou entender como submeter sua startup para ser investida pelo grupo, envie um email para contato@gvangels.com.br.