Essa semana participamos do Cisco Live, evento que reuniu cerca de 5 mil profissionais de tecnologia em Cancun, para falar sobre as inovações da Cisco voltadas para Big Data, Data Centers, vídeos, cloud e muito mais.

Rodolfo Molina, Diretor de ventas Cloud para América Latina, apresentou os resultados da sexta edição anual do Cisco® Global Cloud Index (2015-2020)  que revela que o tráfego da nuvem deve sofrer um aumento de 3,7 vezes – de 3,9 zetabytes (ZB) – ao ano em 2015 para 14,1 ZB, ao ano, até 2020.

Rodolfo Molina durante apresentação - Foto: Divulgação

Rodolfo Molina durante apresentação – Foto: Divulgação

Esse rápido crescimento, segundo relatório, é atribuído ao aumento da migração para arquiteturas de nuvem por conta da capacidade de se expandir rápida e eficientemente e suportar mais cargas de trabalho do que os datacenters tradicionais.

Com a maior taxa de virtualização dos datacenters, os operadores de nuvem também são capazes de alcançar maior eficiência operacional e prestar uma variedade crescente de serviços para empresas e consumidores com um desempenho ideal.

Para entender melhor o crescimento dos datacenters, foram desenvolvidas novas análises de carga de trabalho das aplicações para o relatório deste ano. Veja abaixo algumas projeções:

Carga de Trabalho

  • De negócios: vai crescer 2,4 vezes entre 2015 e 2020, mas sua participação global direta nos datacenters cairá de 79% para 72%;
  • Dos consumidores: nesta área o crescimento será de 3,5 vezes mais rápido no mesmo período – responsável por 28% (134,3 milhões) da carga total dos datacenters versus 21% (38,6 milhões) em 2015;
  • De IoT / Recursos analíticos / Banco de dados: são os que mais crescem. Até 2020, as cargas de trabalho de IoT/recursos analíticos/banco de dados serão responsáveis por 22% da carga total de trabalho das empresas contra 20% em 2015.
  • Em vídeos e Redes Sociais: vão liderar o aumento da carga de trabalho dos consumidores. Até 2020: a carga de trabalho de streaming de vídeo será responsável por 34% da carga de trabalho total dos consumidores versus 29% em 2015; já a carga de trabalho das redes sociais será responsável por 24% da carga total dos consumidores versus 20% em 2015. E a carga de trabalho de busca será responsável por 15% da carga total dos consumidores versus 17% em 2015.

Pela primeira vez, a Cisco também quantificou e analisou o impacto dos datacenters hyperscale. Esses datacenters crescerão de 259, em 2015, para 485 até 2020. O tráfego de datacenters hyperscale deve quintuplicar nos próximos cinco anos. Essas infraestruturas serão responsáveis por 47% dos servidores instalados nos datacenters e vão suportar 53% de todo o tráfego de datacenters até 2020.

data-center2

Redes definidas por software (SDN) e a virtualização de funções de rede (NFV) estão ajudando a nivelar as arquiteturas de datacenters e racionalizar os fluxos de tráfego. Durante os próximos cinco anos, quase 60% dos datacenters hyperscale devem implantar soluções SDN/NFV. Até 2020, 44% do tráfego dentro dos datacenters serão suportados por plataformas SDN/NFV (no patamar de 23% em 2015) à medida que seus operadores buscarem mais eficiência.

“Nos seis anos desse estudo, a computação em nuvem tem avançado do padrão de tecnologia emergente para se tornar uma parte essencial, expansível e flexível da arquitetura de provedores de serviço de todos os tipos em todo o mundo”, afirma Doug Webster, vice-presidente de marketing para provedores de serviços da Cisco. “Impulsionada por demandas de vídeo, IoT, SDN/NFV e muito mais, prevemos que essa grande migração para a nuvem e o aumento do volume de tráfego de rede gerado como consequência seguirão acontecendo em uma taxa acelerada à medida que os operadores procurarem simplificar suas infraestruturas para prestar serviços IP de maneira mais rentável tanto para empresas quanto para consumidores.”

sdn

Mais projeções do índice

1) Com a nuvem vem o tráfego de rede:

  • Até 2020, o tráfego de datacenters de nuvem chegará a 14,1 ZB por ano, acima dos 3,9 ZB em 2015. Um zetabyte é um trilhão de gigabytes;• Até 2020, o tráfego de datacenters tradicionais chegará a 1.3 ZB por ano, acima dos 827 exabytes (EB) em 2015.

2) A nuvem dominará e vai superar o crescimento dos tradicionais datacenters até 2020:

  • Até 2020, 92% da carga de trabalho serão processados por datacenters de nuvem; 8% serão processados por datacenters tradicionais;
  • A densidade das cargas de trabalho (por servidor físico) para datacenters de nuvem foi de 7,3 em 2015 e aumentará para 11,9 até 2020. Comparativamente, para datacenters tradicionais, a densidade da carga de trabalho era de 2,2 em 2015 e sofrerá um modesto incremento para 3,5 até 2020.

3) Nuvem pública está crescendo mais rápido do que a nuvem privada:

  • Até 2020, 68% (298 milhões) da carga de trabalho de nuvem estará em datacenters de nuvem pública, a partir do patamar de 49% (66,3 milhões) em 2015 (35% de taxa composta de crescimento anual entre 2015-2020);
  •  Até 2020, 32% (142 milhões) da carga de trabalho de nuvem estará em datacenters de nuvem privada, a partir do patamar de 51% (69,7 milhões) em 2015 (15% de taxa composta de crescimento anual entre 2015-2020).

4) Mais consumidores buscarão armazenamento na nuvem:

  • Até 2020, 59% dos consumidores de internet (2,3 bilhões de usuários) usarão recursos de armazenamento pessoal na nuvem, a partir dos 47% (1,3 bilhão de usuários) em 2015;
  • Até 2020, o tráfego gerado por armazenamento na nuvem por consumidor será de 1,7 GB por mês versus 513 MB por mês em 2015.

5) A capacidade de armazenamento dos datacenters está aumentando para acomodar a migração dos dados dos dispositivos de consumidores para a nuvem:

  • Até 2020, a capacidade instalada de armazenamento dos datacenters crescerá de 382 EB em 2015 para 1,8 ZB, um incremento de quase cinco vezes;
  • Até 2020, a capacidade total instalada de armazenamento dos datacenters de nuvem será responsável por 88% do armazenamento total dos datacenters, em comparação aos 64,9% em 2015.

6) Big Data vai impulsionar o crescimento geral de dados armazenados:

  • Globalmente, os dados armazenados em datacenters vão quintuplicar até 2020, atingindo 915 EB até 2020, um incremento de 5,3 vezes (uma taxa composta de crescimento anual de 40%) a partir do patamar de 171 EB em 2015;
  • Big Data atingirá 247 EB até 2020, um crescimento de quase 10 vezes em comparação aos 25 EB registrados em 2015, o que representará 27% dos dados armazenados em datacenters até 2020 versus 15% em 2015.

7) IoT será um enorme gerador de dados:

  • Globalmente, os dados gerados (mas não necessariamente armazenados) por IoT (Internet das Coisas) atingirão 600 ZB por ano até 2020, 275 vezes maior que o tráfego projetado entre os datacenters e dispositivos/usuários finais (2,2 ZB); 39 vezes maior que tráfego total projetado de datacenters (15,3 ZB).

8) Há uma grande oportunidade de crescimento ainda maior à medida que mais dados de dispositivos estiverem on-line:

  • O volume de dados armazenados nos dispositivos (5,3 ZB) será cinco vezes maior do que os dados armazenados nos datacenters até 2020.

9) Melhorias em redes globais aumentará a propensão para usar aplicativos de nuvem. Avanços na prontidão para adoção da nuvem (redes fixas e móveis):

  • Em 2016, 132 países preencheram os critérios de aplicação avançada para redes fixas versus 119 países em 2015.
  • Em 2016, 89 países preencheram os critérios de aplicação avançada para redes móveis versus 81 países em 2015.

Visão geral do índice:
O Cisco® Global Cloud Index (2015-2020) foi desenvolvido para estimar o crescimento e as tendências de tráfego de datacenters em geral e datacenters de nuvem. As previsões se tornam cada vez mais importantes à medida que os datacenters e redes estão cada vez mais intrinsecamente ligados no ambiente de serviços de nuvem.