No último sábado, dia 29, no Espaço Engenho Maker, aconteceu a primeira edição do ProtoHack Brasil. O dia foi cheio de atividades que contribuíram para que os participantes tirassem suas ideias do papel.

Alexandre Pellaes, sócio da 99 jobs e fundador da Exboss abriu a sessão de palestras trazendo um assunto importante: o comprometimento com o negócio, sob o título “Desligue o foda­-se”, Alexandre trouxe uma visão diferente para os participantes do mercado corporativo e um novo conceito sobre postura no dia a dia de um profissional.

Depois foi a hora de falar sobre softwares de prototipagem. Flavio Santana, designer e colunista no portal Design Culture falou sobre softwares de prototipagem, a importância do design no seu projeto e como aplicá­-lo.

Seguindo a linha sobre prototipagem, Eduardo Luz, CEO da empresa de tecnologia Iasoft, continuou o assunto com a palestra “Starting­up your prototype – Como ir da ideia ao protótipo – IASoft”. O protótipo é um elemento fundamental para começar a visualizar um projeto, porém é importante saber como ele pode ser criado, o que é preciso levar em consideração para fazer um bom protótipo.

Completando o ciclo de palestras, José Marques, consultor do SEBRAE, trouxe todo seu conhecimento para o evento palestrando sobre pitch com o tema “Aspectos cruciais para um bom Pitch, (assertividade, postura e domínio do negócio!)”. Esse foi o momento dos participantes começarem a pensar em como apresentar seu projeto para os jurados e vencer a ansiedade, frio na barriga e esquecimento que aparecem nesse momento onde o participante tem 90 segundos para defender seu projeto.

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Maratona

Após o ciclo de palestras, os participantes fecharam suas equipes e começaram a maratona de fato, trocando ideias e pensando nos projetos que iriam apresentar. Com o suporte dos mentores, Raphael Mielle (marketing na indústria farmacêutica e criador do FarmaJato), Bruno Solferini (14 anos de experiência em consultoria nas áreas de gestão, estratégica, mudança cultural e inovação) e Andre Cassiano (fundador e CEO da Escola de Negócios & Startups em modelo de negócio).

Participaram também Vivian Lima (gestora de marketing e vendas B2B com 14 anos de experiência), Mayumi Sato (diretora de marketing do Sexlog.com, em validação e marketing), Flavio Santana (designer e colaborador da Design Culture), Bruno Moretti (diretor criativo da Blanko em design), Fernando Tome (CEO e organizador de hackathons pelo circuito Startup) e Edson Mackeenzy (empreendedor e mentor digital em pitch).

Eles montaram seus projetos e apresentaram no final da noite para bancada de júri composta por: Elisabete Fernandes, consultora do SEBRAE-SP; Juliana Glasser, sócia fundadora da desenvolvedora de software Carambola e do espaço Engenho Maker; Rodrigo Quinalha, investidor, mentor e conselheiro de diversas Startups, além de ser líder de inovação na KICK Ventures; Eduardo Luz, CEO da empresa de tecnologia Iasoft e Renato Prato, co­fundador do Engenho Maker.

Nesta primeira edição, o ProtoHack contou com 31 participantes, 10 equipes, 77 sessões de mentoria, 5 palestras contando com o pré­-evento, 10 mentores e 12 horas de evento. A faixa etária foi bem diversificada, e alguns comentaram sobre sua participação no evento.

Projetos

Rodrigo Terron, 24 anos e CEO na Horizon Four comentou: “no último fim de semana tive uma das experiências mais fascinantes da minha vida falando de empreendedorismo, estou falando da primeira edição do Protohack Brasil, onde durante 12 horas conheci pessoas, elaboramos uma ideia, passamos por mentorias que fizeram a reconstrução dessa ideia e em 90 segundos conseguimos convencer um grupo de jurados a dar mais cinco minutos para colocarmos uma ideia em prática. Acredito que as 10 equipes ganharam em muitos aspectos, minha equipe ficou entre as cinco finalistas e isso foi uma grande honra. agradeço a toda equipe de organização, palestrantes, mentores e jurados e que venha o próximo.”

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Brener Batista de Sena, 27 anos, analista de negócios, disse: “o ProtoHack me ajudou a enxergar o mundo de startups com olhos mais apurados. O plantel de mentores foram fundamentais para nos nortear e produziu em mim um efeito extremamente positivo sobre o futuro – inclusive meu futuro profissional. A resiliência de cada participante é colocada a prova e coroada com projetos com capacidade de penetração no mercado. Viajei de BH à SP e posso dizer com toda certeza que valeu cada minuto e cada centavo! A proposta do evento é fantástica e espero poder multiplicá­lo também em Belo Horizonte.”

As cinco equipes finalistas apresentaram projetos bem diversos, no segmento de vestuário, serviço de moradia para geração baby boomer, reparos doméstico, distribuição de conteúdo por geolocalização dentro do metrô e aplicativo financeiro para classe C.

  lugar: Equipe Closet

É uma plataforma que maximiza os looks do seu guarda roupa. Nela o usuário sobe fotos de suas peças de roupa e criar diversos looks. A plataforma permite que você compartilhe os looks criados com suas rede de contato dentro da plataforma.

  Lugar: Equipe Morar com você

Moradia compartilhada é uma tendência no mundo inteiro. Morar com Você é uma plataforma de match ­making para encontrar outras pessoas com quem você tenha “afinidades” práticas e afetivas, para morar com sucesso de forma compartilhada.

  Lugar: Equipe Info­VIA

O InfoVIA tem a ambição de ser um canal de comunicação exclusivo dentro do Metrô e ambientes com grande fluxo de pessoas. Seu objetivo é disponibilizar informações e conteúdos sobre serviços de relevância ă população, como postos de vacinação, campanhas de saúde, além da identificação destes nos entornos das estações.

  Lugar: Moeda Fácil

Moeda fácil é uma plataforma que pretende democratizar a circulação de dinheiro dentro das comunidades mais afastadas da cidade.

  Lugar: Proto­ID

Plataforma de solicitação de serviços de reparos domésticos emergenciais. Utiliza o conceito de geolocalização na busca do profissional e há a funcionalidade de classificação cruzada. Monetização se dá por leads e/ou serviços aceitos pelo profissional.

o evento

 O evento, em formato parecido com hackathons, tem 12 horas de mentoria, palestras, networking e desenvolvimento de ideias. Essa maratona de inovação existe para provar que empreendedores sem habilidades de desenvolvimento de software também podem criar algo surpreendente do zero através do uso de ferramentas de prototipagem.

Os participantes iniciam o dia com uma ideia, e ao término, terão 90 segundos para fazer um pitch de sua ideia na frente de investidores, desenvolvedores, empresários e outros profissionais envolvidos no mercado de startups. A propriedade intelectual dos projetos fica 100% com o time que a desenvolveu e os três melhores projetos levaram prêmios que juntos somam 10 mil dólares em diversos serviços e consultoria.

“Contribuir para o desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil com o suporte de grandes profissionais que dedicaram seu sábado para compartilhar conteúdo com os participantes é algo que não tem preço. Em breve teremos novidades e informações sobre próximas edições e expansão para novas cidades”, comentou Ricardo Queiroz, diretor regional do ProtoHack.

“Conheci o ProtoHack em Vancouver como competidor e foi nessa época que descobri o ecossistema de startups. Desde a primeira vez que participei achei incrível a energia de todos os envolvidos e a vontade de impactar o mundo. Logo me tornei voluntário na organização do evento em Vancouver e depois de um tempo decidi trazer o evento pro Brasil. O mais incrível de tudo é que, mesmo acontecendo em outro país em uma cultura diferente, a atmosfera do evento estava exatamente igual ao da primeira vez que participei do evento em Vancouver. Isso me deu ainda mais ânimo de organizar novos eventos pois vejo que as pessoas têm a visão de um novo país.” disse Danilo Correia, diretor nacional do evento.