O Startupi participou semana passada, junto com os principais líderes do ecossistema de startups, do evento de lançamento da terceira edição do inovaBra, programa de inovação aberta do Bradesco, cujo objetivo é descobrir projetos inovadores aplicáveis em produtos ou serviços financeiros.

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Marcelo Frontini, diretor do departamento de Pesquisa e Inovação do Bradesco

Após avaliação pelo Bradesco, serão selecionadas cerca de 40 empresas. As aprovadas passarão por uma semana de imersão no banco, de onde serão escolhidas apenas 20 para fase final que farão pitches para a diretoria do Bradesco, que selecionará então 10 empresas para participarem da terceira edição do inovaBra.

De acordo com Marcelo Frontini, diretor do departamento de Pesquisa e Inovação do Bradesco, as soluções que mais atraem o banco são relacionadas com meios de pagamento, área de seguros, canais digitais, soluções para Agência do Futuro e serviços para PMEs. “Também avaliamos se a empresa já tem um protótipo do produto, o modelo de negócio que o empreendedor está propondo e a própria equipe fundadora da startup”, explica Frontini.

Durante o período do programa, o Bradesco desembolsa até R$150 mil em suporte, marketing e adaptações nos sistemas tanto do banco quanto da startup, em cada uma das participantes. O programa tem duração de oito meses, período contado entre o ingresso da empresa no programa e a aplicação da solução da startup nos serviços do banco.

inovaBra Ventures

Complementando as iniciativas da instituição para o fomento do ecossistema de startups do País, nasce o inovaBra ventures, braço de venture capital da plataforma de inovação do Bradesco. O fundo já está em fase adiantada de negociação com duas startups e brevemente deve anunciar os primeiros investimentos.

O fundo inovaBra ventures tem um capital de R$100 milhões e o plano é que o ticket de investimento seja entre R$1 milhão a R$5 milhões. De acordo com Daniel Malandrin, responsável do Bradesco Private Equity pelo programa inovaBra Ventures, serão aportadas pelo fundo empresas de todos os tipos de tecnologia para serviços financeiros, em especial as que tiverem soluções que ajudem o banco a expandir seus negócios, reduzir custos de operações e que melhore o relacionamento com os stakeholders, sejam clientes ou funcionários da companhia.

“Contando com funcionários e família, somos mais de 400 mil pessoas. Temos mais de 70 milhões de clientes, sendo 26 milhões de correntistas. Então são muitas pessoas que podem ser impactadas pelas soluções disruptivas e as tecnologias das nossas parceiras startups. E nós temos capacidade de dar escala para estas startups cujos produtos são inovadores”, diz Malandrin.

Daniel Malandrin, vice-presidente do Bradesco Private Equity

Daniel Malandrin, vice-presidente do Bradesco Private Equity

O fundo dá prioridade para startups que já participaram do programa inovaBra, porque estas empresas já têm familiaridade com os sistemas Bradesco, mas Daniel diz que o fundo não é exclusivo para elas. “Olhamos para as empresas do programa, para soluções que alguma área do banco definiu como estratégica e, por fim, startups que nos buscam diretamente e que entraram no espectro de avaliação de alguma área de negócio do banco”, explica.

Ecossistema

Iniciativas como a do Bradesco, que está em seu terceiro ano, tornam o ecossistema de inovação e empreendedorismo cada vez mais sólido no País. Para Cássio Spina, investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil, programas de grandes companhias para startups fazem com que as empresas envolvidas só tenham a ganhar.

“Ninguém faz inovação sozinho, e a startup leva isso para a empresa, porque ela tem um modelo de inovação muito ágil e uma eficiência muito alta, o que faz com que ela consiga tomar um nível de risco que para uma grande empresa é inviável. Do lado da startup, a oportunidade de escalar mais rápido com auxílio da companhia é um excelente negócio”, explica.

De acordo com Marcelo Nakagawa, especialista, professor e consultor em empreendedorismo, o mercado de Fintechs no Brasil está a todo vapor. “Nós estamos percebendo nas Fintechs a tendência de empreendedores com muito mais anos de experiência profissional. Quem está empreendendo nesta área, tem em geral, mais conhecimento sobre as regulamentações financeiras e sabe se portar como executivo perante as instituições financeiras. No inovaBra, por exemplo, a idade média dos participantes é 37 anos. Isso é uma mudança de referência de empreendedorismo e tem muito espaço para empreender neste caminho”, destaca.

Abaixo, Eduardo Ferreira, da Cinnecta, e Mateus Lana, da Smarttbot, participantes de edições anteriores do inovaBra falam sobre suas experiências com o programa. Confira:

As inscrições vão até o dia 4 de dezembro, domingo, pelo site do inovaBra.