A startup catarinense Exact Sales criou software que já ajuda cerca de 500 empresas a vender mais e mais rápido, reduzindo o tempo e as despesas com negociações para vendas complexas. O faturamento do primeiro semestre de 2016 foi de R$2,1 milhões, contra R$1,7 milhão em todo o ano de 2015. Agora, um ano e meio depois de sua criação, a startup anuncia sua segunda rodada de investimento.

A empresa receberá, até o fim de agosto, uma injeção de R$4 milhões do fundo CVentures/Primus. A aposta do investidor é que a Exact se consolide como referência no Brasil em softwares para gestão de processo de pré-vendas e de sucesso do cliente.

O montante será usado para aprimorar o software Exact Spotter, responsável por acelerar as vendas dos clientes. Também será destinado à introdução do produto Exact Success no mercado. “Ele ajuda as empresas a assegurarem o sucesso de seus clientes no uso dos produtos e serviços adquiridos”, explica o CEO da startup, Théo Orosco. O aporte ainda será destinado para as áreas de Sucesso do Cliente e SAC. “Vamos aumentar o time e os investimentos em marketing e investir em gestão de pessoas”, acrescenta Théo.

Neste aporte, o valuation é seis vezes superior ao de um ano atrás, quando a Exact fechou a primeira rodada de investimento com o mesmo fundo. “Contribuíram para a valorização da empresa a qualidade do nosso software e o alto índice de satisfação dos clientes”, destaca Théo.

Foco em São Paulo        

De olho nos grandes clientes, a empresa abrirá neste semestre uma unidade comercial em São Paulo, que contará com um time exclusivo para atender companhias de maior porte. O objetivo é buscar aproximação com as empresas dessa praça, que já representa o primeiro mercado da Exact em valores. “São Paulo é um local estratégico para posicionarmos a nova unidade e continuarmos desbravando esse mercado”, destaca Théo.

A carteira de clientes tem empresas como Manpower Group, Orbenk, RBS, Multilog, Softplan, Grupo A, Welle Laser, Nanovetores, Tecnoblu e ERP Flex. A meta é fechar o ano com 800 clientes e R$4,2 milhões de faturamento, contra R$1,7 milhão de 2015 (primeiro ano de operação da empresa). Para alcançar esse crescimento, a startup deve ampliar o número de funcionários de 60 para 100 até o fim do ano.

Foto: Os sócios Théo Orosco e Felipe Roman. Crédito: Felipe Carneiro