A Apple está intensificando a sua participação em uma das arenas mais quentes e promissoras do Vale do Silício. Desta vez, a gigante da tecnologia está adquirindo a Turi, startup especialista em machine learning.

Os termos financeiros da transação não foram revelados, mas, de acordo com informações do WSJ, a Apple teria pagado cerca de US$ 200 milhões pela empresa.

Um porta-voz da companhia emitiu uma declaração padrão da empresa em relação a essas operações: “A Apple compra empresas de tecnologia menores de tempos em tempos, e nós geralmente não discutimos sobre o nosso propósito ou planos.”

O executivo-chefe da Turi é Carlos Guestrin, que detém o título de professor Amazon de machine learning na Universidade de Washington, uma posição dotada pela Amazon.com. O CEO da empresa, Jeff Bezos, também é professor associado de ciência da computação e engenharia.

Com sede em Seattle, a Turi, que recentemente trocou o nome Dato pelo atual, oferece uma plataforma de software para permitir que outras empresas criem aplicativos de machine learning.

O termo refere-se a técnicas para a criação de software em que os computadores efetivamente aprendem, fazendo inferências a partir de dados sem instruções de programação explícitas. Empresas como a Alphabet – matriz do Google -, Facebook e outras gigantes da internet utilizam amplamente a técnica para acelerar pesquisas, classificar imagens e outros fins.

A Apple usou a aprendizagem de máquina para aplicações como a Siri, o motor de reconhecimento de voz em seus iPhones. Tim Cook (foto), CEO da companhia, descreveu outras maneiras em que a empresa está utilizando a tecnologia, em uma teleconferência de resultados mais recentes da Apple.

“O aprendizado de máquina melhorará o reconhecimento facial e imagem em fotos, melhorará a previsão de escolha de palavras durante a digitação em mensagens de e-mail, e fornecerá sensibilidade ao contexto em mapas para melhor orientações”, disse ele.