O Kantar Worldpanel, a divisão especialista global em comportamento de consumo da Kantar – um dos maiores grupos de insights, informação e consultoria do mundo -, divulgou esta semana, durante o GMIC São Paulo 2016, o comportamento do consumidor da indústria mobile brasileira. No estudo, mais de 27 mil pessoas participaram da amostra que mapeou o tracking mensal de possuidores e volume de aparelhos de celular e tablets, incluindo detalhes de compra, uso, gasto, e intenções de compra.

A pesquisa mostra que hoje o acesso à internet móvel já está presente em praticamente todo o território nacional, em todas as classes econômicas e faixa etária. 94% da população brasileira tem celular e, até dezembro do último ano, por volta de 72% dos celulares eram pré-pagos, enquanto 28% tinham linhas pós-pagas.

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O brasileiro nunca esteve tão conectado. Ainda agora, a despeito da crise econômica no País, a penetração do smartphone cresceu cerca de 57% apenas no primeiro semestre deste ano. Quem possui smartphone se apresenta mais inclinado a trocar de aparelho: 74% do público respondeu que tem a intenção de trocar o aparelho a partir dos próximos 12 meses. Para quem possui smartphone, a marca, o modelo e o design são os atributos mais importantes de um aparelho, enquanto quem possui feature phones prioriza facilidade e custo.

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Quanto mais jovem, mais smartphone

A pesquisa também aponta que quanto mais jovem e mais alta a classe econômica do usuário, muito maior a probabilidade de ele ter um smartphone. Estes aparelhos, entretanto, são incomuns com pessoas com mais idade, principalmente entre as classes D e E. 82% dos jovens até 16 anos de classe A e B têm smartphone, enquanto mais de 83% dos usuários com mais de 50 anos têm feature phones.

Para as pessoas deste segundo grupo, a não utilização de smartphones se deve a alguns fatores, os principais deles são: preço do aparelho muito alto (71,8%), não entender a vantagem dos smartphones em detrimento de outros aparelhos (60%) e altas tarifas (70%).

Este último fator também afeta o usuário que já possui  smartphone, uma vez que a receita média mensal por usuário do celular no Brasil teve queda nos últimos anos. Entre 2014 e 2016, o gasto médio do usuário caiu de R$ 63,54 para R$ 57,65; e o uso do wi-fi entre 2014 e 2015 cresceu mais de 40 pontos percentuais, chegando hoje a 62%.

Dentro de casa

A internet doméstica também está cada vez mais veloz. Hoje, cerca de 28% dos lares brasileiros possuem banda larga. Em 2013, 15,7% das casas tinham internet com mais de 5 MB de velocidade, número que hoje cresceu para 25,4%. E não é só em casa que a internet está mais rápida. A internet 4G também está se popularizando entre os usuários.

Em dezembro de 2013, 23% dos usuários tinham acesso à internet 3G, e apenas 1% acessava a web pela banda 4G do celular. Em junho de 2016, quase 49% das pessoas já tinham acesso ao 3G, e 13,5% dos usuários têm acesso ao 4G.

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Estamos utilizando a internet para cada vez mais tarefas. O uso da web para acessar redes sociais, consumir informação e se comunicar está crescendo a cada semestre. Até o primeiro semestre deste ano, 60% das pessoas estava online para navegar na internet; 40% para fazer buscas; 23% para enviar, ler e receber e-mails; 39% para o uso de ferramentas de mensagem instantânea; 57% para acessar as redes sociais e 62% para fazer chamadas pelo wi-fi. Estes números são, em média, 11% superiores aos do mesmo período do ano passado.