Echobox, startup que desenvolveu uma tecnologia para ajudar os editores a compartilharem conteúdo no Twitter e Facebook de uma maneira mais inteligente, fechou US$ 3,4 milhões em novos financiamentos. A nova rodada foi liderada pela Mangrove Capital Partners, com a participação de Saul e LocalGlobe, de Robin Klein.

“Vamos usar nosso capital para continuar a inovar e construir uma ainda melhor tecnologia AI. Também estamos ampliando nossos esforços de vendas e marketing para garantir que mais editores online possam se beneficiar de nossa tecnologia”, disse o fundador e CEO da Echobox, Antoine Amann, ao TechCrunch.

Contando com grandes empresas no portfólio de clientes, tais como Le Monde, Le Figaro, Axel Springer, Vice, Vogue e San Jose Mercury News, a startup com sede em Londres permite que os editores “terceirizem” uma parte da sua atividade científica de dados, especificamente relacionada com o tempo de compartilhamento de conteúdo em mídias sociais.

Apelidado de Echobox AI, o “técnico inteligente” da startup pretende prever com precisão a vitalidade de qualquer artigo e, mais precisamente, quando postar um conteúdo em particular, a fim de obter a elevação máxima dos acessos ao conteúdo.

“Do ponto de vista técnico, fizemos grandes progressos com o nosso AI”, diz Amann. “É significativamente mais eficaz em aumentar o tráfego de mídia social e, em média, nós dobramos o tráfego proveniente de mídia social. Também desenvolvemos um mecanismo de detecção de notícias de última hora que pode detectar, através de um algoritmo, se uma notícia é daquele instante. Isto pode parecer trivial, mas são inovações como estas que têm um impacto considerável na performance do veículo”, complementa.

O CEO da startup também diz que a mais recente mudança do Facebook à sua newsfeed, que coloca maior ênfase nas mensagens partilhadas por amigos e familiares ao invés de marcas (incluindo o conteúdo de editores), é exatamente a razão pela qual é necessária uma solução como a da Echobox.

“O Facebook coloca um grande esforço no sentido de garantir a melhor experiência possível aos seus usuários, mas é claro que mudanças em seu feed de notícias pode ser prejudicial para as empresas de mídia”, diz ele. “É uma das razões pelas quais os editores não estão bem equipados para otimizar a distribuição de conteúdo online. É um problema enorme e em constante evolução científica dos dados“, finaliza.