* Por Bruno Perin

“Querido gênio eu gostaria de ser reconhecidamente diferente”

Se gênios existissem, certamente um dos pedidos mais feitos seria esse. Grande parte dos negócios quando surgem tem uma ambição de criar algo novo para se diferenciarem. Por mais que vejamos diversas cópias no mercado, ainda elas tentam trazer alguns pontos distintos para ter uma oferta mais especial aos seus clientes. Até quem faz apenas uma cópia descarada tenta apresentar esses pontos singulares do seu produto/serviço.

A busca disso é muito óbvia – quanto mais um negócio é percebido como diferenciado, mais pode trabalhar com valor, afinal, tem algo especial. Quanto menos for singular, mais precisará disputar nos preços. Aquela frase do mundo dos negócios faz total sentido:

Quem não tem proposta de valor diferenciada, acaba competindo em preços.

No caso das startups, por si só o próprio desafio do modelo de negócio já é inovador, o que pode muito bem ser percebido como esse sentido de ser algo único. Portanto, essa ambição no que é distinto praticamente cabe a maior parte daqueles que estão no mercado.

“onde a inovação está, a maioria não está.”

Mas existe o padrão.

Ah o bom e velho padrão tão temido às vezes. Esse que foi criado justamente pelo o que a maioria faz, a consagração da manada e suas atitudes rotineiras… E é aqui a história começa a ficar estranha.

Grande parte dos negócios visa ter esse mais valor, pela inovação de ter algo único e especial de mercado. No entanto, muitas vezes isso é buscado copiando as práticas, ideias, modelos e tantas outras coisas de empresas que vêm dando certo.

Pense na lógica: é justamente assim que se formam os sensos comuns que existem nos setores, categorias, estados, cidades, países etc… Ora, se começam a imitar, todos serão o mesmo, ou muito parecido.

“o padrão de mercado é definido pelo desejo de segurança da maioria. ”

É preciso ter clareza!

O que realmente percebem de você?

A sua mãe disse que você é bonito e sua professora na escola um dia disse que você é muito inteligente… É, eu também recebi essa. No entanto, acreditar que é especial só porque é ou quer ser não faz sentido.

Deve-se ter lucidez para olhar o todo, quem está solucionando as mesmas coisas que você e de que forma. Essa sensatez exige humildade para realmente olhar profundamente e perguntar às pessoas com a ambição de escutar de fato – quais as diferenças você percebe na nossa oferta ou empresa?

Na imensa maioria das vezes, se você der real liberdade para os clientes, parceiros, fornecedores e até amigos falarem, as respostas serão um tanto inesperadas.

Não adianta se chatear ou querer brigar com as pessoas sobre o porquê elas não percebem a sua suposta notória diferença e ficar debatendo até tentar convencer alguém. Isso não vai adiantar.

O que de fato ajuda é ter clareza da situação, o que o mundo está percebendo e não está. Por mais que não seja o que você adoraria, pelo menos agora está evidente e assim é possível tomar medidas.

Qual diferença você realmente quer ter?

A partir daquilo que você sabe é possível estabelecer para onde deve ir. É definir onde realmente gostaria de ser diferente. E a regra mais importante é: faça aquilo que você acredita de fato. O que seria esse valor a ser percebido do mercado que você tanto se orgulharia de ter e também seria apreciado pelos clientes?

Duas situações podem acontecer:

O que é possível – normalmente é a opção mais comum, você enxerga que não está tão distante, vai requerer trabalho árduo na cultura, no cerne da empresa, antes mesmo do que no marketing. Lembre-se que aquilo que você conta só se tornará real no momento em que as pessoas lá dentro do seu negócio entregarem isso.

O que é impossível – é apenas questão de mais trabalho. Muitas vezes as pessoas têm grande medo daquilo que parece tão distante ou inalcançável, mas pelo envolvimento há tanto tempo com as startups, a verdade é que quando você está disposto de fato a encontrar um jeito, ele aparece… O resto é o mesmo do ponto anterior, ajuste a cultura para depois ajustar o marketing.

É essencial pensar em inovação para conseguir ter esse valor e não ficar apenas por uma batalha sangrenta por preços que raramente tem sobreviventes. Ao pensar no empreendedorismo e inovação de alto impacto, seu ponto de partida já é um desafio ao modelo, o que lhe traz um diferencial de arrancada e pode ser o seu passaporte para existir no futuro.

“quanto menos você precisa explicar que o seu negócio é diferente, mais ele é.”

No vídeo abaixo, confira algumas dicas sobre como testar as suas ideias.

3 dicas para escolher as pessoas com quem você deveria empreender.


Bruno Perin Bruno Perin, um cara Free LifeStyle, empreendedor, consultor, palestrante e escritor. Autor do livro – A Revolução das Startups. Pioneiro na combinação dos conhecimentos em Startup, Empreendedorismo, Marketing e Comportamento Jovem alinhado a Neurociência. Busca das formas mais diferentes, malucas e inusitadas possíveis desenvolver pessoas e negócios que façam a diferença no mundo, de jeito divertido, valorizando a vida e o agora.