* Por Bruno Perin

É um tanto estranho ler isso e o seu primeiro pensamento deve ser “Sério, existe um lado bom?!?!?” Sim, existe mesmo e ele raramente é percebido.

Quando falamos em empreendedorismo, ainda hoje grande parte das pessoas nas palestras, entrevistas, artigos, citações e até na sua mente vem a grana que será necessária para isso. O natural é pensarmos quantas coisas queremos para o negócio, o que adoraríamos contratar e o que faríamos se estivéssemos com a conta cheia de dinheiro.

É fácil pensar o que fazer com muito capital, mas parece horrível pensar em não ter grana.

Bom, deixe-me contar um pouco deste lado: por ter sido um cara que sempre teve de começar a maioria das coisas com muito pouco ou quase nada, a criatividade passa a ser uma arma da competitividade.

Uma coisa que tende muito a acontecer com quem não tem grana – mas realmente quer fazer acontecer – é ter que usar a criatividade e criar coisas para poder suprir isso.  Resolvi escrever este artigo quando percebi que o Blake, criador da Toms (aquela empresa que quando você compra uma alpargata eles doam outra para uma criança carente), também declarou perceber a mesma situação.

Ele falava que as maiores inovações foram por ele não ter condições e, assim, a criatividade era necessária. Vários comentários em seu ótimo livro detalham a importância de saber criar coisas sem recursos.

Lembre-se que várias startups começaram em garagens, quase sem grana. O que elas fizeram? precisaram inovar totalmente, desafiar modelos e realmente fazer acontecer. Quanto mais tiveram que enfrentar dificuldades e restrições financeiras, mais criativas foram… O resultado? Vantagem competitiva.

Exatamente isso, quando as empresas têm grana, elas tendem a comprar soluções que já estão dando certo e amontoam um monte de coisa na empresa. E isso acaba inibindo a verdadeira inovação. Acaba apenas sendo um combinando de soluções que supostamente funcionam…

Você deve pensar “Ok Bruno, quer dizer agora que devo ser anti-dinheiro e largar tudo para poder ser criativo?” Óbvio que não. É ótimo poder escolher ser criativo e ter recursos para começar, mas a ideia aqui é mostrar um estímulo, uma parte bacana de não ter grana, em que você precisa ser criativo, e é uma motivação que só quem não tem o capital realmente possui… É o único jeito de fazer. Essa pode ser uma arma se você perceber a motivação disso e quantos usaram essa dificuldade como seu fator impulsionador para desafiar o mercado.

Portanto, lembre-se que essa limitação potencializa a criatividade e a vantagem competitiva… Anime-se e vá adiante!

Nessa linha de “sem dinheiro”, esse vídeo pode lhe ajudar um pouco mais na hora da necessidade de buscar uma pessoa para lhe ajudar a desenvolver o negócio:


Bruno Perin Bruno Perin, um cara Free LifeStyle, empreendedor, consultor, palestrante e escritor. Autor do livro – A Revolução das Startups. Pioneiro na combinação dos conhecimentos em Startup, Empreendedorismo, Marketing e Comportamento Jovem alinhado a Neurociência. Busca das formas mais diferentes, malucas e inusitadas possíveis desenvolver pessoas e negócios que façam a diferença no mundo, de jeito divertido, valorizando a vida e o agora.