Semana passada divulgamos em primeira mão um relatório sobre a indústria das aceleradoras da América Latina, realizado pela Gust e Fundacity. Foram pesquisadas 100 organizações, das quais 62 foram qualificadas como aceleradoras.

Confira agora um relatório sobre a indústria das aceleradoras globais, que fornece um olhar para dentro dos exclusivos programas de aceleração de todo o mundo. Entenda como a indústria de aceleradoras tem se desenvolvido globalmente, como estão sendo financiadas e rentabilizadas, e ainda, tenha insights sobre a direção da indústria para os próximos anos.

Para este relatório global, foram pesquisadas 836 organizações, das quais 387 foram qualificadas como aceleradoras e que compartilharam seus dados.

Em todo o mundo foram investidos US$191.999,757 em 8.836 startups por 387 aceleradoras.

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  • Estados Unidos e Canadá – 2968 startups foram aceleradas por 111 programas de aceleração
  • Europa – 2574 startups foram aceleradas por 113 programas de aceleração
  • América Latina – 1333 startups foram aceleradas por 62 programas de aceleração
  • Ásia e Oceania – 1295 startups foram aceleradas por 54 programas de aceleração
  • Oriente Médio – 666 startups foram aceleradas por 47 programas de aceleração
As aceleradoras estão lucrando?

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Estados Unidos e Canadá – 64.86% são aceleradoras com fins lucrativos e 35.14% são sem fins lucrativos

Europa – 64.6% são aceleradoras com fins lucrativos e 35.4% são sem fins lucrativos

América Latina – 72.58% são aceleradoras com fins lucrativos e 27.42% são sem fins lucrativos

Ásia e Oceania – 75.93% são aceleradoras com fins lucrativos e 24.07% são sem fins lucrativos

Oriente Médio – 49% são aceleradoras com fins lucrativos e 51% são sem fins lucrativos

Uma proporção significativa das aceleradoras não tem fins lucrativos. O Oriente Médio é a única região com um número maior de aceleradoras sem fins lucrativos do que com  fins lucrativos.

As aceleradoras sem fins lucrativos geralmente não recebem equity e tendem a se concentrar em indústrias voltadas para um benefício público específico, como por exemplo, Health Tech e EdTech. Elas podem ser financiadas por uma instituição pública ou privada.

Exits das aceleradoras

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Estados Unidos e Canadá – 193 exits

Europa – 33 exits

América Latina – 24 exits

Ásia e Oceania – 34 exits

Oriente Médio – 5 exits

Com referência aos dados acima, os exits são definidos como fusões e aquisições ou ofertas públicas iniciais (IPOs) entre 01 de janeiro de 2015 e 31 de Dezembro de 2015. Além dos EUA, saídas globais ainda são eventos relativamente raros e isso explica por que as aceleradoras estão diversificando o seu modelo de negócio. 

Top 10 países por investimento

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Top 10 países por startups aceleradas

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Top 10 aceleradoras por capital investido

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Hot markets em todo o mundo para 2016 – Porcentagem de aceleradoras que relataram interesse em investir nestes mercados nos próximos 12 meses

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Conclusão

Os Estados Unidos e o Canadá ainda reinam como líderes da indústria de aceleradoras com um total de 111 aceleradoras investindo US$ 90.3 milhões em 2.968 startups, porém, temos notado o crescimento em larga escala de outras aceleradoras ao redor do mundo.

Tradicionalmente, as aceleradoras funcionavam como os VCs e investidores-anjo, baseando-se no sucesso dos exits das startups para recuperar seus investimentos financeiros e gerar lucros. No entanto, a maioria das aceleradoras em todo o mundo estão explorando novas formas de gerar receita. Estes novos modelos de negócios incluem eventos, oficinas, orientação e espaço para coworking. Estas fontes de financiamento alternativas ajudam as aceleradoras na manutenção e operações de seus programas antes dos exits.

Em linha com a metodologia Lean Startup, as aceleradoras também contam com o processo de build-medida, ou seja, identificam um problema que necessita ser resolvido, desenvolvem um MVP para resolver este problema e começam o processo de ajustes do produto. O resultado é o aumento das aceleradoras 2.0.

As aceleradoras 2.0, alinhadas ainda com a visão original de suas antecessoras, de nutrir empresas disruptivas, se diferem em algumas maneiras. Essas novas aceleradoras possuem um modelo de receita diversificada, muitas vezes se concentram em verticais específicas, integram-se mais com o ecossistema e trabalham em estreita colaboração com os governos e corporações. Vamos aguardar os próximos passos dessa indústria e analisar como os agentes do ecossistema se adaptam. 

Para conferir o relatório completo clique aqui.