O Brasil se tornou líder em empresas juniores no mundo, ultrapassando a quantidade de negócios gerenciados por estudantes universitários na Europa. De acordo com o Censo e Identidade da Confederação Brasileira de Empresas Juniores – a Brasil Júnior -, divulgado pela Folha de S. Paulo com exclusividade, no ano de 2015 foram registradas 311 empresas nas universidades brasileiras, enquanto a Europa possui 296 empresas tocadas por estudantes universitários.

Segundo o documento, estas empresas faturaram cerca de R$ 10 milhões em 2015, quase o dobro dos R$ 5,7 milhões registrados no ano anterior. Em 2013, o Brasil contava com 196 empresas juniores. No ano seguinte, o ano passou para 222 e, em 2015, o número passou para 256 empresas. Hoje, há cerca de 11 mil jovens empresários e as empresas estão espalhadas por 287 universidades pelo País, sendo 93% delas em instituições públicas.

“A pesquisa traça um perfil nacional e mostra o crescimento do movimento a ponto de estarmos levando esse modelo para outros países, como ótimo exemplo para o desenvolvimento econômico local e empregabilidade do universitário”, diz Pedro Rio Verde, presidente da Brasil Júnior, em entrevista ao jornal.

No mundo, o Brasil lidera o ranking com maior número de empresas juniores. Em segundo lugar fica a França, com 173 empresas e, em terceiro, a Tunísia, com 35.

Cerca de 40% das empresas juniores do Brasil atuam em áreas de engenharia, 18% em ciências sociais aplicadas, 14% em ciências humanas, 7% em ciências exatas e da Terra, 5% em ciências biológicas, 3% em ciências agrárias e 12% em diversas outras áreas. De acordo com o Censo, 75% do total de clientes que contratam serviços de empresas juniores são empresas de pequeno porte e 57% são microempresas.

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