Igor Fastroni Corrêa, 21 anos, natural de Ibitinga, interior de São Paulo, distante 380 km da capital, sempre foi uma pessoa apaixonada por tecnologia, tendo seu primeiro contato com o computador aos dez anos de idade, onde com o passar do tempo a novidade e a diversão se tornaram oportunidade de trabalho. Aos 14 anos desenvolveu o próprio blog para download de filmes e seriados e no ano seguinte iniciou sua carreira profissional como estagiário em uma grande empresa de Planos de Saúde, inicialmente na área administrativa e posteriormente na área de TI. Após quatro anos ingressou na USC – Universidade do Sagrado Coração, tradicional na região de Bauru, cursando Ciência da Computação.

Sempre admirou pessoas com o perfil de empreendedor, tanto que nas matérias optativas do curso, buscou cursar áreas relacionadas ao empreendedorismo.

Em 2016 recebeu uma oportunidade de trabalho na área de programação em um projeto de software ERP na cidade onde cursava a faculdade e com isso, saiu da casa dos pais para encarar a nova experiência. Partindo dos estímulos das aulas relacionadas a empreendedorismo, Igor observou que desde o primeiro ano da Universidade, em 2013, existia um problema que muitos alunos enfrentavam, onde matriculados em cursos diferentes, compartilhavam algumas matérias obrigatórias em conjunto nas mesmas turmas, o que causava deficiência de comunicação, falta de clareza nas informações sobre os conteúdos e até mesmo o horário das aulas e trabalhos necessários. Incomodado com a situação, resolveu criar uma rede social para proporcionar a esses alunos uma forma de se conectarem a partir de suas relevâncias um com o outro, facilitando a adaptação, relacionamento e troca de informações qualificadas sobre as aulas, o que não conseguiam nos grupos tradicionais das redes sociais já existentes. Partindo da ideia inicial, o próximo passo foi trazer os murais espalhados na faculdade para essa rede social.

Com a orientação adequada de um de seus professores, Igor iniciou o projeto no formato de iniciação científica pelo valor acadêmico e inovador da idéia e pela amplitude e impacto que o projeto poderia causar, onde a proposta inicial foi enviada ao CNPQ , o qual aprovou o projeto, porém não disponibilizou bolsa naquele momento, mesmo assim continuou a apostar na evolução da idéia voluntariamente, nascendo então o Seek App. O ano de 2015 marcou o término da fase inicial do projeto, que foi lançado para os alunos da USC testarem na versão para Android. Resultado: em 48 horas já havia mais de 200 contas criadas no Seek App, o que ocasionou danos ao servidor responsável pelos testes.

Após o sucesso total dos testes iniciais, o projeto foi consagrado campeão em uma competição interna da USC, que premiou os melhores trabalhos de iniciação científica do período 2014-2015.

Em 2016 o artigo científico do Seek App foi encaminhado para o International Conference on Information Communication Technologies in Education (ICICTE 2016), importante congresso europeu que será realizado esse ano na Grécia, o qual foi aprovado e será publicado na revista anual da Conferência, e de quebra Igor foi convidado a apresentar pessoalmente o projeto para a platéia e convidados do evento.

“Minha visão de futuro é tornar o Seek App em uma poderosa ferramenta para estreitar caminhos entre alunos, docentes e Instituições de Ensino, com bases na criação de network, comunicação eficaz, compartilhamento de conteúdo e outras funcionalidades que contribuam para aprimorarem os serviços prestados e a qualidade do aprendizado. Essa busca de algo desafiador, algo que ainda não fizeram, algo que foge a regra, que não faz parte da rotina, isso me motiva a empreender e aprimorar meus conhecimentos.” revela Igor.

Quando questionado sobre o que pretende compartilhar com outros jovens que possuam o mesmo espírito criativo e inovador, Igor é categórico: “Não deixe nada para depois, faça agora, se você errar, e provavelmente você vai errar, estará mais perto de acertar do que antes, imagine um labirinto, onde só existe um caminho para sair, porém existem muitos para serem desbravados, esses são os erros, porém são com esses erros que você aprende que por ali não é a saída. Busque formas para agilizar o processo de execução do empreendimento, se está na faculdade, se aproveite daquilo que ela possa oferecer para você, se não, busque em seus professores empatia pelo projeto e crie sinergia com eles, você irá se surpreender com a ajuda que receberá, mas o principal é você executar e tirar suas idéias do papel o mais rápido possível”, declara.

Atualmente Igor recebe mentoria especializada para formação de time ideal, evoluir a observação do público-alvo, do protótipo e do modelo de negócio, e em breve a versão 2.0 estará disponível nas plataformas Android e IOS, com mais funcionalidades, englobando soluções tanto para o relacionamento dos alunos entre si e com a Instituição, como também outras soluções para a rotina acadêmica da direção e coordenações de curso.

Segundo dados do senado federal, no Brasil, apenas 5% dos pesquisadores científicos atuam em empresas ou empreendem, enquanto nos EUA a proporção chega a 40%, atuando principalmente na indústria