Ribeirão Preto ganha hoje um Laboratório de Compatibilidade Eletromagnética, fruto de um convênio entre a Fipase (Fundação Instituto Polo Avançado da Saúde) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. A inauguração será realizada durante o evento de comemoração dos dois anos do Supera Parque de Inovação e Tecnologia.

O novo laboratório, localizado no Parque Tecnológico, recebeu investimentos de R$ 1,6 milhão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – a partir de recursos do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento. O investimento faz parte do plano de melhoria da competitividade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) paulistas. A contrapartida da Fipase, gestora do Parque, foi de aproximadamente 15% desse valor.

O laboratório montado pelo Supera permitirá a realização de ensaios de compatibilidade eletromagnética conduzida, de acordo com as principais normas nacionais e internacionais. “As empresas da região se beneficiarão por ter um laboratório de alta tecnologia de fácil acesso, diminuindo custos de certificação e inovação. Além disso, o laboratório reúne técnicos com conhecimentos altamente especializados em áreas críticas para o desenvolvimento de novos produtos”, enfatiza Erico Moreli, coordenador do Centro de Tecnologia.

Erico ressalta que a entrada em operação do laboratório deve movimentar a economia local. “O desenvolvimento de novos produtos implica em aumento de produção, aumento de exportações, aumento de empregos e consequente aumento de competitividade das empresas”, diz.

Hoje, para que os testes sejam realizados nos equipamentos eletroeletrônicos, empresários da região precisam ir a São Paulo ou Campinas para ter acesso a um laboratório de compatibilidade eletromagnética onde, geralmente, encontram filas. Com o laboratório montado no Supera Parque, as empresas terão grande redução de custos de logística, facilidade de acesso a conhecimentos técnicos especializados e diminuição nos prazos de ensaios.

O laboratório de compatibilidade eletromagnética do Parque poderá ser utilizado por empresas nacionais e internacionais que precisem certificar seus produtos. “Qualquer equipamento que opere com energia precisa certificar em compatibilidade eletromagnética: equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos, eletrodomésticos, telecomunicações, tecnologia da informação e comunicação, veículos e demais setores industriais da área de eletroeletrônica”, explica Moreli.