O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI – anunciou essa semana, o Start-Up Brasil 2.0, uma nova etapa do programa Start-Up Brasil. Manoel Fonseca, secretário de Política de Informática do ministério, anunciou um total de R$ 40 milhões em investimentos. Serão R$ 20 milhões para aceleração de 100 startups de base tecnológica, R$ 10 milhões em apoio para startups de hardware e os outros R$ 10 milhões de incentivo a novas ideias. Os editais para estes investimentos deve sair em 60 dias.

“Priorizamos a continuidade desse programa vencedor”, afirmou o secretário em publicação no site do ministério. “Tivemos muita discussão para formatar esse novo modelo, que incorpora a figura da mentoria técnica. Ou seja, vamos aproximar das nossas startups a contribuição de mestres e doutores. A ideia é fazer a integração entre academia e empresa”.

As empresas que se candidatarem para a chamada principal, que selecionará as turmas 5 e 6 do Start-Up Brasil, devem ter, no máximo, quatro anos de existência. Após serem escolhidas, as startups precisam negociar sua adesão a uma das 12 aceleradoras qualificadas pelo último edital do programa. A aceleração tem duração estimada de até 12 meses para empresas de software e 18 meses para as de hardware.

A segunda iniciativa prevê apoio adicional às startups de hardware. O auxílio complementa necessidades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – PD&I – e engenharia, tais como prototipagem, desenvolvimento de pré-produtos e testes – atividades reconhecidamente mais densas e complexas, que geralmente exigem mais tempo de maturação.

Já a terceira vertente estimula o surgimento de empreendedores em tecnologias da informação e comunicação – TICs -, por meio do apoio a ações de concepção, em conjunto com incubadoras de empresas. A linha deve oferecer atividades como competições locais e testes de conceito.

Criado pelo MCTI, o Start-Up Brasil é um programa do governo federal com gestão operacional da Softex, em busca de agregar um conjunto de atores e instituições em favor do empreendedorismo de base tecnológica. As chamadas nacionais e internacionais ocorrem pelo CNPq e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), respectivamente. Desde 2012, a iniciativa apoiou 183 empresas, distribuídas em quatro turmas, oriundas de 17 estados e 13 países. A ação integra o Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior).