O mercado de Tecnologia da Informação não é mais o mesmo, transformações ligadas à infraestrutura de TI, que a tornaram mais ágil, flexível e segura, fazem parte da era de cloud computing. Cloud computing representa uma mudança fundamental na forma como as empresas utilizam e oferecem os seus serviços. O Data Center é o centro de tudo o que você oferece aos negócios, todo o armazenamento, sistema de rede e capacidade de computação.
Por exemplo, a jornada da Netflix para sistemas em cloud começou em agosto de 2008, quando tiveram um problema grave de corrompimento da base de dados e não puderam enviar DVDs para seus assinantes por três dias. Foi então que perceberam que precisavam se distanciar dos pontos de falhas escalonados verticalmente, tais como bases de dados relacionais em seus centros de dados, em direção a sistemas distribuídos na nuvem, mais confiáveis e escalonáveis horizontalmente.
A escolha da Amazon Web Services (AWS) como provedor de nuvem, se deu pela maior possibilidade de expansão e um conjunto mais amplo de serviços e recursos. A maioria de seus sistemas, incluindo todos os serviços voltados aos clientes, foram migrados para a nuvem antes de 2015. No entanto, a empresa esperou até que tivesse um plano seguro e sustentável para migrar para a nuvem sua infraestrutura de cobrança, bem como todos os aspectos de gerenciamento de dados de seus clientes e funcionários. Após sete anos de muito trabalho, a Netflix anunciou que completou 100% a migração para a nuvem fechando seu último datacenter utilizado por seu serviço de transmissão.
A migração para a nuvem trouxe vários benefícios para a Netflix. Hoje eles contam com oito vezes mais assinantes do que em 2008, e eles são muito mais ativos, com a visualização crescendo em três ordens de grandeza em oito anos:
Foto: Divulgação

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“Teria sido extremamente difícil suportar esse crescimento tão acelerado em nossos próprios datacenters. Nós simplesmente não teríamos conseguido aumentar a capacidade de servidores com a velocidade necessária. A flexibilidade da nuvem nos permite adicionar milhares de servidores virtuais e petabytes de armazenamento em questão de minutos, o que possibilita a nossa expansão”, afirma Yury Izrailevsky, Vice President, Cloud and Platform Engineering.

A Netflix depende da nuvem para toda a carga de computação e armazenamento escalonáveis: lógica corporativa, bases de dados de distribuição e processamento/análise de megadados, recomendações, transcodificação e centenas de outras funções que compõem o aplicativo Netflix.

No comunicado oficial, eles afirmam que a redução de custos não foi o que os motivou a migrar para a nuvem. No entanto, seus custos por começo de transmissão na nuvem são uma fração dos custos do centro de dados. Esse foi um efeito colateral positivo e isso foi possível graças à elasticidade da nuvem, que permite otimizar continuamente o serviço e aumentar ou reduzir seu tamanho quase que instantaneamente, sem a necessidade de manter amortecedores de capacidade. Dessa forma, a plataforma também se beneficiou da economia em escala que só é possível em um ecossistema na nuvem.

Considerando as vantagens óbvias da nuvem, por que a Netflix demorou sete anos para completar sua migração? “Na verdade, a migração para a nuvem deu muito trabalho, e tivemos que fazer várias decisões difíceis ao longo do caminho. Teria sido fácil migrar para a nuvem simplesmente transferindo todos os sistemas, sem alterações, do centro de dados para a AWS. Mas se tivéssemos feito isso, teríamos migrado também todos os problemas e limitações que conhecemos trabalhando em datacenters. Ao invés disso, optamos por reconstruir praticamente toda a nossa tecnologia na nuvem, mudando a forma como a empresa opera. Do ponto de vista da arquitetura, migramos de um aplicativo monolítico para centenas de microsserviços e desnormalizamos nosso modelo de dados, com o uso de bases de dados NoSQL. A aprovação de orçamento, a coordenação centralizada de lançamentos e os ciclos de provisão de hardware de várias semanas deram lugar à entrega contínua, a equipes de engenheiros que tomam decisões independentes usando ferramentas self service em um ambiente de DevOps mais flexível, contribuindo para acelerar a inovação. Tivemos que desenvolver muitos sistemas novos e aprender novas habilidades. Foi necessário tempo e muito trabalho para transformar a Netflix em uma empresa que é nativa da nuvem, mas isso nos colocou em uma posição muito melhor para continuar a crescer e nos transformar em uma rede de TV mundial”.

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