Apesar da percepção geral de que a crise econômica do Brasil é uma das mais graves de sua história, o país poderá passar por uma reviravolta em um ou dois anos. A previsão é de Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, em 2008, e  autor de mais de 20 livros e o economista mais célebre de sua geração.

Com o tema “A nova ordem Econômica Mundial: as forças que estão determinando o futuro da economia global e as implicações para o Brasil”, Krugman participou do segundo dia da HSM ExpoManagement 2015, evento da HSM Educação Executiva, que aconteceu em São Paulo.

“O Brasil num futuro não muito distante, daqui a um ou dois anos, vai começar a ver uma grande reviravolta. Vai ser uma virada e vai parecer que o declínio da sua moeda era transitório, afirmou Krugman. Na avaliação dele, o Brasil não tem um grande problema com a inflação nem com a sua situação fiscal, mas reconhece que a situação é grave, embora não seja extrema. “O Brasil sempre teve muito dinamismo e muito empreendedorismo, mas nunca teve o crescimento de produtividade profundo que deveria ter tido”, acrescentou.

Também palestrante do segundo dia da HSM ExpoManagement 2015, o sócio e diretor do Boston Consulting Group, Yves Morieux, afirmou que o engajamento é a melhor ferramenta para aumentar a produtividade e o nível de satisfação no trabalho.

“Muitas vezes tentamos lidar com a nova complexidade dos negócios nos tornando mais complicados”, alertou Morieux, autor do best-seller Six Simple Rules: How to manage complexity without getting complicate.

Morieux citou uma experiência de trabalho que teve com uma companhia ferroviária européia, que nos últimos oito anos não conseguia melhorar os índices de pontualidade, com atrasos superiores a 30% do total de viagens.

De acordo com ele, por meio da cooperação entre os 165 mil funcionários da empresa de trens, 89% das viagens passaram a chegar no horário. “Por que não melhorar a produtividade do Brasil para proteger o padrão de vida das próximas gerações e aumentar o nível de satisfação dos seus funcionários?”, questionou Morieux.

No encerramento do segundo dia do evento da HSM Educação Executiva, o CEO da empresa, Rivadávia Drummond, lembrou de grandes empresas ou produtos que foram os mais inovadores em suas épocas, mas que sumiram do mercado. São organizações como Kodak, Mesbla, além de produtos como o walkman da Sony e o mimeógrafo.

“Por que as grandes organizações bem diferenciadas, lideres nos seus mercados, que ouvem os clientes atentamente e oferecem melhor tecnologia fracassaram, perderam a liderança e desapareceram?”, questionou o presidente da HSM.

Para Drummond, uma das melhores maneiras de responder essa pergunta é simples, mas nem sempre é seguida pelas grandes corporações. “É preciso saber quais problemas que a inovação vai resolver para o cliente e como tornar a vida dele mais fácil, mais simples, mais barata, mais conveniente e mais alegre”, disse o executivo.