O Startupi acompanhou o Plus Day da CASE 2015 e junto com 50 empreendedores conheceu diversas empresas de tecnologia em São Paulo. Clique aqui para saber como foi nossa visita no Google e aqui para Moip e Twitter.

Próxima parada, Samsung Ocean! Um centro de treinamento e capacitação gratuito, destinado aos universitários e desenvolvedores interessados. O projeto foi muito bem aceito em São Paulo, atingindo 100 turmas em apenas quatro meses.

Foto:Fernanda Santos

Foto:Fernanda Santos

Os números só demonstram que o apetite da companhia para oferecer novas tecnologias é grande. Atualmente há 65 mil profissionais trabalhando para trazer ideias novas, o que constitui cerca de 26% do quadro de funcionários mundial. No total são mais de 33 centros de P&D divididos em 13 países, como Japão, Inglaterra, China, Estados Unidos e Israel.

Foto:Fernanda Santos

Foto:Fernanda Santos

Outro programa da Samsung Ocean é a pré-aceleração, onde são selecionadas de seis a oito equipes que passam pelo processo durante quatro meses. As primeiras semanas são voltadas para negócio, construir a ideia e conversar com clientes. O intuito é terminar a semana com o modelo fechado, mas nesse meio tempo, o protótipo é desenvolvido para validar com o cliente. Entre o processo de criação do produto ao longo do intensivo, as equipes saem do programa com o protótipo funcional. Após o intensivo, a Samsung procura fazer o link com o ecossistema com investidores e aceleradoras. A Samsung também conta com a parceria de diversas grandes empresas e governo. “A Samsung quer se aproximar cada vez mais de inovação e de pessoas criativas”, afirma Guilherme Selber, Gerente da Samsung Ocean São Paulo.

Foto: Lucas César Mattos

Foto: Lucas César Mattos

Durante a visita na IBM, Sergio Borger, Diretor do programa ThinkLab, nos recebeu e compartilhou algumas experiências da empresa e ideias sobre inovação. Ele morou quinze anos nos EUA e em 2009 recebeu uma missão da corporação, matriz da empresa multinacional. Sua missão era trazer o departamento de pesquisa para o Brasil. “A IBM não é uma indústria brasileira de malucos, ela é uma indústria brasileira de máquinas e hoje em dia é uma indústria brasileira de soluções”.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Em 1917, a IBM surgiu no Brasil, ainda funcionando com o nome de Computing Tabulating & Recording Company (CTR). O Brasil foi o primeiro país do mundo a receber uma filial da IBM e nesse mesmo ano, foi firmado o primeiro contrato para a prestação de serviços com a Diretoria de Estatística Comercial. Com os resultados obtidos, o Governo Brasileiro resolveu contratar a CTR/IBM para o censo demográfico de 1920. Nesse mesmo ano chegaram ao Brasil as primeiras máquinas impressoras.

O grupo de visitantes ficou em uma sala recém inaugurada, chamada de ThinkLab, que tem uma função diferente do prédio todo. Segundo Sergio, não é o espaço que faz o trabalho de trazer inovação, pesquisa e criar novas soluções, isso quem faz é a cabeça das pessoas.

Depois de cinco anos no Brasil, Sergio sugeriu para a corporação a criação do espaço para pensar no futuro, para pensar no que é preciso fazer e criar. A IBM está criando 12 salas ao redor do mundo como a que visitei, todas interligadas com o mesmo tipo de infraestrutura e com uma missão: pensar! Pensar e materializar as ideias.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Sergio faz parte da organização global que tem 3 mil funcionários no mundo inteiro. A IBM tem hoje cerca de 450 mil funcionários. E qual o principal serviço que a IBM vende? Serviços! Eles possuem tecnologia na área de membranas, física dos materiais, petróleo, nanotecnologia entre outras.

São 12 laboratórios de pesquisa ao redor do mundo e cada um deles tem uma missão diferente. Por exemplo, Sergio sugeriu para a companhia que era necessário um novo núcleo voltado para criar tecnologias ligadas aos recursos naturais, nenhum outro laboratório fazia isso. Outra missão que Sergio é responsável é voltada para sistemas humanos, que uni tecnologia e pessoas.

“Dentro da IBM existe uma cultura de inovação, vocês não vão visitar nenhuma outra empresa que tem 6 prêmios Nobel e 9 medalhas de tecnologia. O último Nobel foi no ano passado, ou seja, é um grupo que está completamente ativo e em sintonia perfeita com o mercado”. São 65 anos de pesquisa em criação de tecnologia, desde os primórdios da computação.

Sergio conta que ao falar sobre inovação com as pessoas, a palavra que ele mais ouve é “não”. “Não se desencorajem com os “nãos” que vocês vão receber. O não rápido é tão bom quanto o sim, ele não permite que você gaste tempo. Caso você receba um não, agradeça e siga em frente, mas pare de gastar tempo com aquele cliente. O não muitas vezes ajuda a focar a sua energia no sim”.

Sergio também aprofundou o tema sobre computação cognitiva e contou que a área que a IBM tem mais trabalhado é uma disrupção enorme que vai existir na indústria na área de computação cognitiva. Agora como você explica o que é computação cognitiva para outras pessoas? Sergio não sabia como explicar e foi conversar com uma Universidade parceira da IBM. Qual é a coisa que você está mais acostumado a pegar, mexer e usar todos os dias? Comida! Todo mundo sabe pelo menos fazer uma receita na vida. Quantos ingredientes um chef consegue lembrar para criar novos pratos?  O ser humano é capaz de lidar no máximo com quatro ingredientes simultaneamente.

O que tudo isso tem a ver?  Calma! Vamos chegar lá! A IBM tem o Watson, um computador cognitivo, que é capaz de compreender e responder à linguagem humana e que entrou para a história da inteligência artificial ao derrotar oponentes humanos no programa de TV Jeopardy, de perguntas e respostas, em 2011.

Agora imagina pegar 30 mil receitas e mandar o Watson ler. Ele é capaz de ler, entender e ainda dizer quantas vezes os ingredientes apareceram na receita, sem contar que é possível mostrar a sensação das pessoas a comerem certos alimentos. Se você quiser juntar manga com goiaba e canela, ele gera uma combinação química que gera uma receita como um chef de cozinha e ainda diz a porcentagem da população que irá gostar dessa receita. Surreal né?

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Conheça mais sobre o Watson no vídeo abaixo:

Todo esse exemplo foi para explicar a tecnologia cognitiva, uma das grandes apostas da IBM para a próxima década. Segundo Sergio, eles estão desenvolvendo novos sistemas que trabalham com Inteligência Artificial e estão abrindo todas essas bibliotecas dentro do Bluemix, uma oferta de plataforma como serviço (PaaS) baseada em um projeto de código aberto de Cloud Foundry que promete oferecer funções e serviços em nível empresarial fáceis de integrar aos aplicativos da nuvem. Ou seja, A IBM quer que empresas e startups usem essa tecnologia.

Com certeza a IBM foi uma visita que deixou todos surpreendidos e de boca aberta, no ônibus os comentários eram “Como eles estão avançados”, “É tudo muito incrível”.

Nosso tour chegou ao fim no Cubo, espaço cofundado pelo Itaú Unibanco e Redpoint eventures. Localizado na Vila Olímpia, são 5.000m² com três andares de coworking, um andar para workshops e treinamentos, anfiteatro para 130 pessoas, espaço para café e terraço com lounge para interação e eventos.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos 

Augusto César Soares, CEO da Farmácia Agora, é de Manaus e ficou sabendo do Plus Day através do Sebrae. No começo achou que seria apenas uma visita simples em algumas empresas, mas contou que se surpreendeu muito. “Foi muito melhor do que eu esperava e gerou muita coisa legal, como contatos gigantescos”. Ele destacou que durante o tour, não importava com quem você falasse, todos estavam com o mesmo intuito de aprender, conhecer e principalmente ajudar.

“A minha sensação é mais do que dever cumprido, é um sentimento de realização pessoal e profissional. Fiz muitos contatos, conheci pessoas incríveis, minha vontade é de vir morar em São Paulo agora”.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos 

Realmente foi um dia de muito conteúdo e aprendizado, sem contar que passar mais de 12 horas com os empreendedores é algo transformador, toda a energia de criar, acreditar e querer fazer acontecer é contagiante. Por isso, se você tem uma ideia de negócio, seja uma startup ou uma lojinha de esquina, não importa qual seja, participe de eventos como esse. Vale muito a pena! Te vejo no próximo #StartupTour?