Como falei na primeira parte desta matéria (veja aqui), junto com 50 empreendedores que participaram da CASE 2015, visitei as principais empresas de tecnologia em São Paulo.

Depois de passarmos pelo Google, nossa parada foi a Moip, empresa de solução de pagamentos para e-commerces, marketplaces, pagamentos recorrentes e vendas presenciais. Foram os cofundadores da empresa, Leonardo Mendes e Igor Senra, que nos receberam e contaram os detalhes da sua jornada empreendedora e seus maiores desafios.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Em 2003 Leonardo foi para os EUA fazer um intercâmbio e acabou conhecendo pessoas que já tinham trabalhado no Paypal e começou a entender o fenômeno do crescimento da empresa nos EUA. Quando voltou de viagem, conversou com Daniel Fonseca, hoje também sócio da Moip, para descobrir um jeito de como trazer essa ideia para o Brasil. “Naquela época a gente não tinha a menor ideia do que a gente estava fazendo, só sabíamos que queríamos empreender, mas nada era muito claro”, conta Leonardo.

Cada um dos sócios colocou 5 mil reais para começar, o que na época era muito dinheiro para eles, que ainda estavam na faculdade. “Quando você não tem nada, qualquer coisa é tudo”. Então eles começaram a estudar a possibilidade de negócio bem detalhadamente para entender a estrutura, como o negócio poderia crescer e o que eles precisariam em termos de tecnologia. Uma das coisas que descobriram é que não dava pra fazer tudo sozinho, os dois tinham bastante conhecimento na área técnica e então começaram a procurar pessoas que pudessem ajudar em outras frentes. Assim conheceram Igor, que se interessou pela ideia e que fez o primeiro aporte da empresa como anjo, o que foi fundamental para que a empresa começasse a funcionar.

Um ponto que os empreendedores ressaltaram foi a importância do time e de ter valores semelhantes.”Skills é sempre bom complementar, mas é fundamental escolher com calma o seu time. Para conhecer realmente um profissional, leva tempo”. Leonardo também destaca que é importante ter um alinhamento de objetivos, como por exemplo, o que querem para a vida.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos 

Igor destacou que uma das suas missões, além de tocar a parte comercial e atrair clientes, era trazer investidores, porque sabiam que nesse tipo de negócio era essencial, até mesmo para dar um selo de credibilidade maior para os clientes.

A empresa foi fundada em 2007 com CNPJ e eles lançaram o projeto piloto num beta controlável em 2008. No mesmo ano tomaram uma fraude de 5 mil reais, o que segundo Igor, é comum nesse mercado de pagamento. “Essa fraude foi do tamanho certo, machucou muito, mas não quebrou. Tivemos grandes desafios, mas nunca maiores do que a gente dava conta”. Por isso Igor garante que persistência é uma qualidade que todo empreendedor deve ter, pois toda hora vai surgir um obstáculo.

Em 2009 eles conseguiram um investidor e decidiram se mudar de Minas Gerais para São Paulo. Desde então, estão no mesmo escritório, mas o que começou com uma sala hoje está com quatro andares.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Dentro desse processo teve um modelo muito importante que aconteceu em 2011, visto que toda empresa tem restrição de budget. Imagina que eles eram um mecanismo de pagamento e até então, o comprador e o vendedor tinham conta com a Moip, ou seja, eles tinham dois clientes e a empresa precisava cuidar dos dois, tudo era o dobro e então resolveram ser mais simples. Segundo eles, era muito difícil agregar valor para um comprador, pois o que ele queria era usar o cartão de crédito Visa dele e ser prático. Depois de muito conversar, os empreendedores decidiram abrir mão do comprador e focar apenas no vendedor, dando para ele o máximo de valor possível, o que tornou a empresa muito mais simples. Aquelas decisões que antes tinham conflitos de interesses foram simplificadas. “O cobertor é sempre pequeno, você precisa escolher se vai cobrir a cabeça ou o pés. Vimos que um produto precisa atender a demanda de um cliente específico e para isso, foi preciso inventar um novo produto, chamado como checkout transparente”.

A partir daí, eles começaram a criar outros produtos, o driver da Moip sempre foi produto e inovação, então começaram a desenvolver mais, pois assim conseguiriam dentro de cada produto abrir um nicho específico de clientes. Eles também contaram que nunca tiveram verba para investir em propaganda como seus concorrentes, então tiveram que optar por ter o melhor produto. “Prezamos por fazer a melhor leitura de mercado, entender o que os clientes querem e entregar o melhor produto” finaliza Igor.

Da Moip fomos para o Twitter e já começamos fazendo um tour pela empresa, que surpreendeu pelas suas instalações.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Também tivemos acesso a alguns dados sobre o Twitter.

56% do público é masculino e 44% feminino.

Faixa etária

43% 18 – 34
25% 35 – 49
17% 0 – 18
14% 50 – 64

Classe social

61% – Classe B
27% – Classe C
12% Classe A

Dois terços dos usuários do Twitter afirmam que se sentem mais próximos das personalidades. 80% afirma que o Twitter deixa a vida mais divertida e 70% afirma que se o evento que ela deseja ir tem uma hashtag ela passa a seguir. 70% também usa o Twitter como principal fonte de informação.

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

Foto: Fernanda Santos

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Continue ligado no Startupi, em breve disponibilizaremos a última parte do tour com os detalhes da visita na Samsung Ocean, IBM e Cubo. #StartupTour