* Débora Brauhardt

Segundo o presidente do Sebrae, “os 10 milhões de pequenos negócios representam mais de 95% do total de empresas brasileiras e são responsáveis por 27% do PIB (Produto Interno Bruto) e mais da metade dos empregos formais do país.” Esses empreendedores estão cada vez mais empreendendo por oportunidade (72%) de acordo com a pesquisa GEM 2013, realizada no Brasil pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

Atualmente, um campo rico em oportunidades encontra-se na área das Tecnologias de Comunicação e Informação. Elas agrupam  os recursos tecnológicos que, de forma isolada ou integrada, favorecem processos de automação, apoiam processos de comunicação nos ambientes de negócios, educação, finanças, saúde ou mesmo o relacionamento entre pessoas, como nas redes sociais. Estas tecnologias, que atualmente estão disponíveis, para armazenar, ordenar, localizar, distribuir, reunir e compartilhar informações. Reúnem soluções de hardware (equipamentos), software (programas), serviços (sites, redes sociais, e-business) telecomunicações (telefonia, redes, internet) criando um ecossistema que hoje denominamos mundo digital.

Isso justifica eu ter retornado a Maceió para, mais uma vez, falar de empreendedorismo e design thinking. Abordei algumas questões mais contextuais sobre o empreendedorismo no Brasil, de como ele evoluiu com o passar dos anos e também sobre o cenário atual econômico brasileiro e a tão temida crise. Enquanto algumas empresas tem perdido um espaço de mercado significativo, muitos empreendedores têm enxergado justamente na crise boas oportunidades de inovação, e consequentemente, de crescimento. Como exemplo, o aplicativo Nubank (controle de gastos em tempo real) e a Contabilizei (serviços contábeis), ambas  com uso intensivo de tecnologia.

Para experimentar a geração de ideias e criação de novas soluções, desenvolvi uma oficina de design thinking. Foi uma oportunidade para conhecer algumas ferramentas que permitem a resolução de problemas de uma maneira mais criativa.

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Dentre as ferramentas, destaco o Mapa da Empatia. Ele permite conhecer e analisar os possíveis clientes para que se obtenha com maior clareza qual é a necessidade existente ou o ganho esperado para que seja possível um ajuste na oferta de solução, criando um diferencial para o negócio.

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Mapa da empatia

Tudo isso aconteceu no Congresso Alagoano de Tecnologia da Informação – COALTI  que, em sua 7ª edição, é hoje o 3º maior evento de TI da América Latina e tornou-se uma referência para os estudantes da região, que buscam profissionalizar-se e aprofundar-se em temas como desenvolvimento, programação, software livre, segurança de dados, entre outros.

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Alunos participam da oficina de arduíno

Paralelamente aos  temas de TI, a programação e desenvolvimento de softwares, scrum e métodos ágeis para desenvolvimento, linguagens computacionais, software livre até a segurança de redes, foram tratados temas de aperfeiçoamento profissional ligados à Intraempreendedorismo, empoderamento feminino e desenvolvimento de negócios e gestão, o que demonstra por parte da organização a necessidade ampliar os conhecimentos dos participantes, que precisam estar cada vez mais preparados para um mercado que exige competências multidisciplinares.

A capacitação para a área técnica desenvolve profissionais técnicos e isso é puramente mão de obra para outras empresas. Já capacitar profissionais técnicos dentro de um ambiente favorável ao empreendedorismo, à gestão e à novas ideias, cria novas possibilidades de futuro e carreira ao ampliar o universo de conhecimentos.

Para o organizador do evento, Carlos Tamietto Junior, O Coalti tem o papel reunir a academia e o mercado. A missão do evento é transformar ciência em negócio, e por isso mesclar conhecimento técnico, empreendedorismo e empresas referências de mercado tem se tornado cada vez mais estratégico para o evento.

Particularmente, fico muito feliz em ver iniciativas como essa se consolidando e principalmente, incentivando ações de empreendedorismo, reconhecendo a importância de desenvolvermos profissionais de tecnologia com uma visão mais orientada à negócios e à soluções de problemas. Gostaria que as próximas edições ainda contassem com atividades ainda mais “mão na massa” da garotada, onde hackatons ou circuitos de startups, concurso de ideias entre outros possam ser realizados também.

Ter informação é excelente, mas colocar conhecimento em prática é fundamental!

E falando em empreendedorismo e inovação no estado de Alagoas, quero lembrar que o cenário continua em movimento por lá nesse mês.  De 14 a 17 de outubro no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, o Sebrae realiza a Feira do Empreendedor 2015.

Seguimos juntos e nos vemos por lá! Até a próxima.


debora-BrauhardtDébora Brauhardt é sócia e entrepreneurship thinker na Magnidea Desenvolvimento Organizacional, especialista em Gestão da Criatividade e Inovação, facilitadora, mentora e palestrante.