Durante a última edição do Fórum Empreendedoras, realizado pela Rede Mulher Empreendedora – RME, três empreendedoras de sucesso compartilharam um pouco de sua experiência com mais de 500 mulheres. Conheça abaixo um pouco mais da trajetória de sucesso de cada uma delas.

Silvana Torres é fundadora da Mark Up, High Up, Light Up, o primeiro grupo de alive marketing do Brasil. Ela conta que no começo não foi fácil vender um produto que poucas pessoas conheciam e por isso, foi fundamental receber mentoria. Outra parte muito importante da sua jornada foi encontrar um investidor que acreditasse no seu projeto.

Foto: Divulgação

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“Nessa jornada empreendedora é preciso encarar 500 nãos, para receber 1 sim”. Silvana também garante que não é por que uma empresa é pequena que se deve pensar pequeno.

Existe uma diferença entre ser empreendedor e ser empresário, para empreender é preciso achar um nicho de mercado, inovar e só depois você cria uma empresa. Encontrar o equilíbrio entre ser empreendedor e empresário é muito difícil. Por sua formação em engenheira, ela sempre pensou muito no negócio como “empresa”, buscando capacitação e novas técnicas de gestão, em certo momento percebeu que o que ela precisava na verdade era entender de pessoas.

Como sua empresa nasceu durante o plano real no ano de 1994, Silvana se sente super confortável com a crise. “A crise tira os empresários e empreendedores do comodismo obrigando-os a pensarem em jeitos diferentes e novos modelos de negócio” afirma. Claro que para sair dela existem coisas que não estão em nossas mãos, como por exemplo, aumentar o preço dos produtos. Em época de crise é fundamental manter a gestão de alta performance, não inchando a estrutura, nem fazendo compras mirabolantes. Segundo Silvana a crise faz uma seleção natural e apenas aqueles que estiverem preparados e souberem inovar irão sobreviver. Também é importante investir no time e capacitá-lo, pois você não consegue gerenciar todo o negócio sozinho.

Sobre ser uma empreendedora mulher, ela garante que nunca sentiu diferença em relação aos homens no mercado. “Se as empreendedoras soubessem das oportunidades que existem por serem mulheres, elas iam se sair muito bem”.

Para Lucy Onodera, o grande desafio foi outro, sua mãe começou os negócios da clínica de estética Onodera há 35 anos,  numa salinha dentro de uma academia de judô. Lucy entrou para ajudar os negócios, quando já estavam montando a terceira loja e queriam expandir ainda mais.

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Lucy é graduada em Administração de Empresas pela FEA-USP, pós-graduada em Administração com especialização em Estratégia Empresarial pela FGV-SP e cursou Empreendedorismo pela Babson College, Wellesley, Massachusetts.

Ela conta que quando você é uma empresa pequena é difícil colocar em prática tudo o que aprendeu na faculdade, pois o começo é muito mais dia-a-dia e execução. Mas ela não nega a importância de se capacitar e garante que hoje existem muito mais recursos para auxiliar as empreendedoras como o Sebrae e diversos eventos sobre o assunto.

Lucy destaca que é normal passar por dificuldades, mas é essencial buscar soluções para diminuir e acabar com os “perrengues”. “Passar por uma situação difícil é um enorme aprendizado, você revê seu negócio e analisa novos modelos” afirma.

Outro ponto fundamental que ela destaca é fazer networking. “Você nunca sabe quando vai precisar daquela pessoa que você conheceu durante um café em um evento”.

Sobre a crise, Lucy aconselha a não ficar de olho nas notícias negativas e aprender que durante a crise existe gente que está bem. “As pessoas tem costume de se apoiar e se juntar com aquelas que estão reclamando e não estão indo bem, esqueçam isso! Foque nas empresas que estão crescendo e pensam positivo”.

Carla Monteiro é um exemplo que enxergou uma oportunidades de negócio. Após 17 anos trabalhando como técnica na área de telecomunicações na Embratel, por motivos de saúde, trocou o universo corporativo pelo empreendedor. Ela precisou achar um hobby que não desse muito trabalho e então descobriu o universo das velas. Mas o que começou como um Hobby na cozinha da casa da sua mãe, logo virou um super negócio comercial. Ela conta que foi à 25 de março e parou em algumas lojas para mostrar o seu trabalho, o que ela não esperava era voltar para casa com tantas encomendas. Ela precisou passar noites produzindo velas e contratar mais gente para dar conta dos pedidos.

Foto: Divulgação

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A produção passou de 50 kg de parafina para 2 toneladas. Com muito trabalho e dedicação, as 2 toneladas circulavam pelos corredores da sua própria residência.

Em 2011 Carla participou da Turma 5 do programa 10.000 mulheres da FGV e na conclusão ganhou a consultoria e pode fazer o plano de crescimento da empresa, onde ficou bem claro que o potencial de crescimento era enorme. A partir dai, ela conseguiu montar sua fábrica, hoje a GrifeMix Empreendimentos, mais conhecida como a Loja das Velas.

Carla conta que no começo foi assustador e que precisou trabalhar muito, mas não pensou em abaixar a cabeça em momento algum.

Ela conta que depois que se capacitou conseguiu entrar no mercado de outra forma e que seus próprios clientes acabaram a ajudando e direcionando para o melhor caminho. Carla por indicação de um cliente acabou comprando uma outra empresa que estava fechando para não deixar de fornecer o produto.

Carla afirma que esse momento de crise está afetando todo mundo e por isso, fornecedores e clientes estão se ajudando. “É a hora de enxergar novos mercados, eu, por exemplo, estou buscando expandir e sair de São Paulo, buscando outros estados”.

Um conselho que ela deixa para os empreendedores é focar nas suas metas e não ficar parado, mas sempre em movimento. “Não dá pra pensar em problema, é preciso pensar em soluções. Também é importante saber onde você quer chegar e não desistir usando a criatividade no dia-a-dia” conclui Carla.

Conte pro Startupi como está sendo o seu processo de aprendizado e de desenvolvimento do seu negócio. Quais as dificuldades, desafios e conquistas e qual conselho daria para novas empreendedoras que sonham em abrir seu próprio negócio. Queremos saber sua opinião.