A  Acate (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia), junto com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) , levou para Santa Catarina o primeiro convênio concedido no país pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos do governo federal) para a instalação de pequenas e médias empresas em um parque tecnológico.

O financiamento no valor de R$ 10 milhões irá viabilizar a instalação de um prédio com cerca de 8 mil m2 dentro do Sapiens Parque, em Florianópolis, para abrigar empresas de tecnologia de pequeno e médio porte e um polo da Acate. A obra deve ficar pronta em julho de 2016. As organizações envolvidas assinaram o convênio na última terça-feira, 7 de julho, durante o evento VerticAlmoço, realizado no Centro de Inovação Acate – CIA Primavera, em Florianópolis.

O financiamento reembolsável foi viabilizado a partir do Inovacred, da Finep, operado pelo BRDE, que concede recursos de longo prazo a empresas e projetos inovadores com juros, condições e tarifas diferenciados. As empresas catarinenses farão o pagamento em cerca de oito anos.

De acordo com Rodrigo Coelho, analista da Finep, a sinergia com as organizações e a Acate na entrega das informações e documentos levou a operação ao sucesso. “Em 18 anos de investimento voltado à inovação, é a primeira vez que um projeto que envolve construção para a instalação de pequenas e médias chega a esse resultado. Após a primeira experiência, vale encorajarmos os empresários, porque as próximas iniciativas tendem a ser muito mais céleres”, declarou.

O presidente da Associação, Guilherme Stark Bernard, indica que a associação pretende incentivar muitas outras empresas e parcerias para replicar o modelo. “Temos que compartilhar o projeto, agora pioneiro no Brasil. O grande interesse da Acate é ser uma facilitadora e ajudar a multiplicar os ambientes de inovação em Santa Catarina”, endossou.

José Eduardo Fiates, diretor-executivo do Sapiens Parque, avalia que a conquista com a articulação da Acate estabelece um novo modelo de cooperação em Santa Catarina. “O investimento em infraestrutura com aporte de terceiros e uma taxa de juros competitiva favorece negócios que representam a maioria das empresas catarinenses, pequenas e médias, que não podem se descapitalizar para construir”.