A startup incubada dentro do Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia) da USP, reúne profissionais especializados no desenvolvimento de materiais educacionais e culturais para pessoas com deficiência. A Critco atende a um mercado importante no país: cerca de 23% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, conforme a Cartilha do Censo de 2010. Essa parcela corresponde a cerca de 47 milhões de pessoas. Mais que a população inteira do estado de São Paulo atualmente, de acordo com o IBGE.

Segundo Mauricio Andrioli, criador da startup, a plataforma pretende ser um concentrador de profissionais especializados. “Diante da dificuldade que muitas instituições encontram na busca de profissionais qualificados, e muitas vezes a necessidade de formar uma equipe disciplinar para executar o trabalho, o site contribui para que instituições tenham condições de tornar seus projetos acessíveis a todas as pessoas”.

Os trabalhos oferecidos pela plataforma estão organizados em cinco áreas: conteúdo digital acessível (sites, cursos on-line, games e materiais digitais acessíveis em geral), produtos táteis (impressão 3D, mapas táteis ou produtos artesanais específicos), audiodescrição (descrição de imagens para pessoas cegas), Libras (Língua Brasileira de Sinais) e transcrição de materiais para leitura.

Com a maior parte de investimentos próprios, a startup tem financiamento de entidades como CNPq e FAPESP. “Os projetos inscritos visam à produção de aplicativos e dispositivos que favoreçam o acesso ao currículo dentro da sala de aula comum, integrando os alunos, independente de sua deficiência”, afirma a consultora Mary Grace.

Para realizar o trabalho, a Critco conta com mais de 300 colaboradores em todo o Brasil, incluindo arquitetos, engenheiros, projetistas, audiodescritores, intérpretes em Língua de Sinais e consultores na área de acessibilidade e inclusão. Qualquer pessoa interessada pode usufruir de forma gratuita desta rede e contratar diretamente os profissionais nela cadastrados.