Artigo por Renato Medeiros*

“A cada minuto do dia, 48 horas de vídeo são postados no YouTube, mais de 2 milhões de consultas são feitas ao Google, mais de 10 mil tweets são enviados e, aproximadamente, 600 novos sites são criados. Tudo isso está sendo rastreado e armazenado. Virginia Rometty, executiva de negócios da IBM, estima que haverá 5.200 GB de dados para cada humano na Terra em 2020.” – Stephanie Ivec

Os avanços das últimas décadas nas áreas de telecomunicações proporcionaram um salto na modalidade de Ensino à Distância (EaD), principalmente na área de e-learning. Em 2013, calcula-se que essa atividade tenha movimentado cerca de 56 bilhões de dólares; para 2015 é esperado que esse número passe de 70 bilhões.

Talvez um dos maiores sinais de que o EaD esteja se consolidando seja a criação de empresas focadas nesse mercado, como o Coursera, fundada em 2012 e especializada na modalidade “e-learning massivo”, em que não há limite de pessoas por curso. A quantidade de dados gerada por tais cursos, principalmente os mais populares, é assustadora, seja por conta das tarefas propostas ou pelas discussões em fóruns.

Além das soluções mais comuns adotadas, como uso de análise de sentimento para correção automática de respostas, o Big Data pode auxiliar o instrutor em vários outros aspectos. Segundo Christopher Pappas (‎fundador do eLearning Industry’s Network), há diversos usos, incluindo a forma de entender como os alunos absorvem a informação e quais paradigmas de ensino funcionam melhor.

O instrutor pode mensurar, por exemplo, qual módulo os alunos mais demoram a concluir, indicando que a solução pode ser quebrá-lo em partes menores. De forma mais complexa, é possível encontrar padrões de comportamento no aprendizado dos estudantes, a fim de criar caminhos alternativos para cada um. O uso de Big Data pode também ser utilizado no feedback de cursos, em substituição às longas pesquisas de satisfação.

A tendência é que, em longo prazo, o Ensino à Distância se torne uma prática enraizada e não mais apenas um serviço utilizado por pessoas que não podem ter o comparecimento em cursos presenciais. Com o apoio de tecnologias móveis e inclusão de jogos digitais educativos, este é um setor que ainda tem muito a oferecer.

*Artigo por Renato Medeiros, desenvolvedor da BigData Corp.

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