Artigo por Ricardo Camps*

Com a popularização dos smartphones, o audiolivro vem ganhando cada vez mais espaço, especialmente em países desenvolvidos. Somente nos Estados Unidos, o setor faturou 1,3 bilhão de dólares em 2013e cresce percentualmente na casa de dois dígitos ao ano.  O mundo cada vez mais acelerado tornou o audiolivro uma saída para quem quer aprender e estar por dentro de um bom livro, mas não tem tempo.

No Brasil, o setor sempre foi um nicho vendido em CD e com poucos títulos, girando em torno de 700 obras existentes. Bem diferente dos 35 mil audiolivros produzidos nos Estados Unidos no último ano.

No entanto, esse cenário está mudando no Brasil. A nova aposta é, como acontece nos Estados Unidos, utilizar aplicativos e tecnologia móvel para difundir o formato. Hoje, com o consumidor desconectado de mídias físicas como o CD, o mercado nacional se reinventa para ganhar novos leitores. Os apressados, com a vida agitada e pouco tempo, ou os admiradores das rádios e das telenovelas estão ávidos por formatos acessíveis.

O  audiolivro ajuda a solucionar um dos principais problemas apontados pelos brasileiros: a falta de tempo para ler. De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura”, divulgada pelo Instituto Pró-Livro e Ibope Inteligência, esse motivo foi citado por 50% dos entrevistados como uma barreira para ler mais. A média de livros lidos por pessoa é de apenas 4 por ano, enquanto nos Estados Unidos chega a 11 e na França, 7.

A quantidade de títulos  produzidos no Brasil ainda é pequena em comparação com outros países. O mercado é pouco consolidado, e dados gerais do setor ainda não existem. No entanto, certamente haverá um grande crescimento.  Apenas a TocaLivros, empresa fundada no final de 2014, deve chegar a 2.500 mil audiolivros no catálogo até o final de 2015 e com a meta de conquistar 200 mil usuários. É, sem dúvidas, um crescimento acelerado como a correria do dia a dia.

*Artigo por Ricardo Camps, sócio da TocaLivros

Imagem: Headphones on the old book via Shutterstock