É comum se ouvir dizer que o processo de empreender é composto por 90% de transpiração e 10% de inspiração (em alguns casos essa relação chega a 99 pra 1). Concordo que empreender não é uma tarefa fácil e que há alguns anos atrás vivíamos uma realidade diferente onde, de repente isso fazia sentido, entretanto cada vez mais tendo a discordar no que diz respeito à medida desse processo. No meu ponto de vista, a inspiração é a força propulsora de todo o processo e é a partir dela que a transpiração começa a fazer sentido.

Segundo a última pesquisa “Empreendedorismo no Brasil”, realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2013), com o apoio do Sebrae, o Brasil está em transição entre um modelo orientado da eficiência para a inovação. Isso significa dizer que inovar, ou seja, fazer diferente para fazer a diferença é um fator competitivo do empreendedor. Tão importante quanto buscar novos modelos de negócios é testá-los, validá-los e colocá-los em prática. Uma coisa depende da outra. Quanto mais inspiração, mais transpiração. E vice-versa.

Não conheço uma história empreendedora onde esse ciclo não se renova a cada dia.

Empreender é “matar um leão por dia”, é ultrapassar barreiras em um ambiente de incertezas. E para isso é preciso estar inspirado, algo que não se resolve apenas transpirando.

Aliás, inspiração exige muita transpiração. Grandes empreendedores usam essa fórmula na medida certa, potencializando o que os inspira a fim de se tornar inspiração pelo que fez.

Esse é um bom caminho a ser seguido. Descubra o que te inspira, quem te inspira e transpire para construir um negócio que seja inspirador. Esse com certeza será um bom indicador de sucesso.

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