A música está em toda parte. Somos expostos a ela mesmo quando não apertamos deliberadamente o botão de ‘play’. De estações de rádio e canais de TV a serviços de download e streaming, passando por shows e sistemas de som espalhados por casas noturnas, restaurantes, lojas e uma infinidade de estabelecimentos comerciais. Isso tudo gera diariamente uma quantidade enorme de dados que oferecem informações preciosas sobre o artista, o público e a própria fonte emissora. Dados de nossa cultura musical.

Playax, startup brasileira de música e tecnologia, pretende organizar e acionar todas essas informações – além de gerenciar direitos autorais – através de sua recém lançada plataforma que já conta com usuários como Ivan Lins, Fernanda Abreu, Jorge Vercillo, Frejat e dezenas de outros artistas.

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A versão beta lançada gratuitamente na semana passada é capaz de ‘ouvir’ simultaneamente milhares de fontes emissoras de áudio (rádios, TVs, sites, etc), identificar automaticamente as músicas que estão tocando e fornecer relatórios e análises detalhadas para artistas, selos, editoras e também para as próprias fontes.

Segundo Juliano Polimeno, co-fundador e CEO da Playax, esse é apenas o começo de um projeto mais ambicioso. “A versão beta que colocamos no ar contém a infraestrutura básica da plataforma que já oferece informações que permitem, por exemplo, identificar as cidades com maior potencial para receber um show do artista e desenvolver ações promocionais diretas. Nossa meta é ativar esses dados para criar um marketplace que possa conectar o ecossistema da música, além de auxiliar no gerenciamento de direitos autorais. Queremos transformar a inteligência em ação e essa em oportunidades de receita para todos os envolvidos na cadeia produtiva.”

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O próximo passo em direção a esses objetivos é o lançamento de uma plataforma para rádios, webrádios, sites e outros produtores de conteúdo que terão acesso a informações globais como artistas e músicas mais tocadas, comparativos de fontes e meios, além de um sistema de acompanhamento de audiência. “Através da tecnologia, queremos entregar valor para todos e então propiciar um ambiente de conexão e relacionamento entre artistas, produtores, distribuidores de música e público”, informa o CEO.

Comentários de artistas*

*Encaminhados pela Playax.

  • “Fiquei impressionada com a riqueza de informação. A Playax será a revolução total!” – Fernanda Abreu
  • “Os dados tem precisão e é possível ver de forma clara a circulação em todos os meios.” – Uns Produções (produtora de Caetano Veloso)
  •  “A Playax traz transparência e dinamismo ao processo, uma revolução.” – Jorge Vercillo
  • “A Playax caminha para ser a grande fonte de informação sobre o que toca. Tendo tecnologia e precisão, os resultados já podem ser vistos pelos que usam o serviço.” – Ivan Lins
  • “Estamos vendo a luz no fim do túnel de nunca sabermos onde e quanto tocávamos.”– Roberto Frejat

Tecnologia

A tecnologia desenvolvida pela empresa é capaz de agregar diferentes tipos de fontes de música, seja o streaming de uma rádio, vídeos na web ou o API de um site. Todas as músicas que ‘passam’ por essas fontes são identificadas através de um algoritmo chamado ‘audio-fingerprint’ – similar ao de aplicativos como Shazam e SoundHound – que realiza o reconhecimento através das características acústicas da música.

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De acordo com Daniel Cukier, co-fundador e diretor de tecnologia da Playax, a taxa de acerto é superior a 99%. “Possuímos dezenas de servidores que analisam em tempo real o áudio de todas as fontes. O algoritmo de audio-fingerprint está adaptado para processar milhares de sinais simultaneamente e identificar milhões de músicas. O sistema é altamente escalável, adicionar uma nova fonte ou novo artista é tão simples quanto clicar em um botão”, complementa.

Dados

De acordo com informações fornecidas pela empresa, atualmente a plataforma ‘ouve’ cerca de 4.000 rádios e webrádios, 30 canais de TV e 50 sites onde são identificadas diariamente mais de 200 mil músicas. “Nos próximos meses iremos duplicar essa base, chegando a um total de 8.000 fontes e cerca de 1 milhão de músicas identificadas por dia”, informa Daniel Cukier. Para se ter uma ideia, o sistema do Ecad (veja relatório), entidade responsável por arrecadar e distribuir direitos autorais no país, realiza a aferição de pouco mais de 400 rádios e identifica 630 músicas por dia.

O catálogo de músicas da Playax conta com 200 mil fonogramas e cresce cerca de 20% ao mês. “A gratuidade da plataforma fez com que artistas muito diversos passassem a fazer o upload de suas músicas pelo sistema. Além disso, também estamos estabelecendo parcerias com distribuidoras de música digital para receber o conteúdo diretamente”, explica Daniel.

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Sobre os Fundadores

Juliano Polimeno é formado em Ciências Sociais pela PUC-SP. Trabalha na área de música e direitos autorais desde 2000. Durante 2 anos foi Gerente de Produto e Marketing da distribuidora de música digital ONErpm. Já atuou nas áreas de planejamento estratégico, desenvolvimento e produção de projetos para empresas como Universal Music, Oi Música, Cumbancha (EUA). Em 2007, fundou a empresa de serviços musicais Phonobase que ganhou notoriedade pelo desenvolvimento de estratégias para artistas como Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro, Luísa Maita, Fabio Góes, Passo Torto, entre outros.

Daniel Cukier trabalha com desenvolvimento de software desde 1995. Por dois anos, foi diretor de tecnologia na Elo7, marketplace de artesanato. É Mestre e Doutorando em Ciência da Computação pela Universidade de São Paulo, membro do grupo de Empreendedorismo em Computação e o Ecossistema de Startups de Software e palestrante nos eventos de tecnologia e computação mais importantes do país (CBSOFT, QCON, Campus Party, Agile Brasil).