Analisando as funcionalidades do Apple Watch, muitas pessoas não se empolgaram e, mesmo antes do lançamento, criticaram o futuro relógio da Apple.

Entretanto, eu confio que estamos prestes a conhecer um divisor de águas no mundo dos relógios inteligentes ou mesmo no mundo dos vestíveis (Wearables Devices). Não atoa o CEO da Apple, Tim Cook, chamou o lançamento do Apple Watch de “o próximo capítulo na história da Apple.”

Para resumir, o que faz um Apple Watch?

O Apple Watch é um player de música, assim como o iPod, um tracker de fitness que conta também com medições de frequência cardíaca, um dispositivo de comunicação que envia e recebe mensagens, chamadas e gravações de áudio, uma carteira digital que faz pagamentos via Apple Pay, também pode controlar sua Apple TV e agir como um controle remoto para aparelhos domésticos inteligentes e, por fim, pode conter aplicativos.

Analisando friamente essas funcionalidades parecem mais do mesmo e podemos concluir: Porque alguém iria querer um relógio que faz quase tudo que um Smartphone pode fazer?

Está claro que se a Apple quer ser um divisor de águas em relógios inteligentes, ela precisa fazer muito mais que somente um relógio com notificações e sensores. Algo que permita que as pessoas façam coisas que antes não eram possíveis.

E como ela pretende fazer isso? Seguindo o mesmo caminho que funcionou tão bem para o iPhone e o iPad. Chamando os desenvolvedores para a festa para que eles possam descobrir novos casos de uso e possibilidades que não podemos imaginar hoje. Que venham os Apps!

Portanto, ao concluir que o relógio é mais do mesmo, seria o mesmo que criticar o iPhone antes do surgimento e amadurecimento da App Store. Pois, havia uma câmera, mas não o Instagram. Havia um chip de GPS, mas não o Waze.

Podemos ver que a Apple acredita no poder dos Apps. O relógio coloca os Apps no centro das atenções, na tela principal e ela trouxe as atenções também para o ainda não lançado WatchKit SDK que permite que desenvolvedores criem Apps para o relógio.

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Portanto, a dica que eu deixo é: aguarde antes de criticar, pois sem ver as futuras apps que os desenvolvedores irão criar, você pode acabar fazendo o mesmo erro feito por Steve Ballmer no deboche infundado ao iPhone.