Mentions, Camera, Home, Save, Paper, Poke, Slingshot. Se você não é muito ligado no mercado de tecnologia, talvez nunca tenha ouvido falar nestes aplicativos, mas deveria. Todos eles foram criados pelo Facebook, aquela rede social com mais de 1,2 bilhão de usuários que você provavelmente usa todo dia, e que é dona do WhatsApp, do Instagram, e de boa parte de seus dados.

Além de gastar bilhões comprando aplicativos que ameaçam seu reinado, vez ou outra a equipe de Zuckerberg tenta lançar concorrente de outros apps já estabelecidos. O último deles é o Save, anunciado hoje, e que é um tanto quanto “inspirado” no Pocket. Em suma, ambos serviços servem para guardar links e ler mais tarde. É claro que o Save tem integração ao Facebook, o que lhe confere algumas vantagens interessantes, confira no vídeo abaixo:

Na semana passada o Facebook também lançou o Mentions, seu aplicativo para famosos. Esse não é comparável a nenhum outro serviço e é bem curioso. A ideia dele é fazer com que celebridades saibam quais são as publicações e comentários sobre ela que estão sendo mais repercutidos. Para usar é necessário ter uma Verified Account – coisa para poucos.

O Slingshot, lançado em junho, é uma cópia melhorada do Snapchat. Zuckerbeg tentou comprar o concorrente por US$ 3 bilhões, mas não conseguiu. Depois, lançou o Poke (outra cópia do serviço), mas também não emplacou. Sua terceira investida, o Slingshot, não chegou à popularidade do Snapchat, mas foi muito elogiado pela imprensa tech, principalmente graças a um recurso matador: reciprocidade — para visualizar a foto que seu amigo lhe enviou, é necessário enviar outra de volta.

E também tem o Paper, o aplicativo do Facebook para que os usuários leiam notícias e vejam as novidades de uma forma bonita e organizada. É claro que ele também tem seus concorrentes, que basicamente são os leitores de feed, principalmente o Feedly. Lançado em fevereiro, o serviço está disponível apenas para iOS.

Também vale aqui fazer uma menção honrosa ao Home, o launcher do Facebook para Android, que queria levar a rede social em cada canto do smartphone do usuário. Esse não emplacou e já foi oficialmente descontinuado. Outra menção honrosa: o Camera, uma espécie de Instagram pro Facebook.

Tecnicamente, só podemos classificar o Poke e o Home, já descontinuados, como fracasso. Mas também é difícil classificar qualquer outro desses serviços como bem sucedidos. De qualquer forma é interessante acompanhar os esforços do Facebook em inovar e expandir sua influência além da já estabelecida rede social. Pouco a pouco, a empresa de Zuckerberg vai seguindo os caminhos do Google, que também está sempre apostando em novos produtos, apesar de já ter hegemonia no mercado de buscas.