A indústria de hardware está trabalhando bastante para se renovar. As principais empresas de tecnologia do mundo investem pesado em inovação, aquisição e pesquisa para poderem se renovar e reinventar neste mercado competitivo.

Entre rumores e anúncios bombásticos, as empresas prometem novidades um tanto quanto interessantes que tem deixado bastante gente empolgada e curiosa para saber o que vem aí. Reuni cinco destas inovações que, pessoalmente, acredito que têm um enorme potencial para balançar o mercado e que podem inspirar e mudar o trabalho de muita gente envolvida com o mundo da tecnologia. Dá uma olhada:

Steam Machine

Há muitos anos o mercado de videogames vem sendo dominado pelas mesmas três empresas: Sony, Nintendo e Microsoft. Se a disputa entre os consoles da nova geração está bastante apertada (e polêmica, com muitos jogadores reclamando da falta de inovação), muita coisa pode mudar com o Steam Machine, console da Valve, empresa responsável pela Steam, a maior plataforma de games para PC e que conta com 65 milhões de usuários.

O videogame virá rodando um sistema operacional próprio, o Steam OS, uma versão modificada do Linux para suportar os jogos disponíveis na loja online da Steam. O aparelho será feito por diferentes fabricantes, cada um com seu modelo e diferentes especificações – algo que pode dar muita flexibilidade ao mercado.

Nos EUA, o produto deverá ser lançado ainda neste segundo semestre com preços variando entre US$ 500 e US$ 6 mil. A Valve diz que o Brasil está entre os seus dez principais mercados e há chances altas de que alguma Steam Machine seja produzida por aqui.

Oculus Rift

O dispositivo de realidade virtual, financiado originalmente pelo Kickstarter, é incrível. Em todas as feiras de tecnologia, a Oculus VR, empresa responsável pelo produto, rouba a cena com uma nova versão do gadget.

Com ele podemos nos sentir dentro de qualquer ambiente virtual, principalmente em games. Testei uma versão antiga do produto e minha cabeça quase explodiu com a sensação surreal que ele proporciona. Mal vejo a hora de ver o produto completo, com uma versão finalizada rodando no mercado. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, e dono da Oculus VR também – afinal, ele comprou a empresa por US$ 1 bilhão. O investimento provavelmente vai acelerar e ajudar a empresa a competir com outras companhias que também começaram a desenvolver tal tecnologia, como a Sony.

 

Google Glass

OK, na verdade o Google Glass já existe e já existe no mercado. Em eventos de tecnologia e em lugares como o Vale do Silício não é difícil ver alguém vestindo o curioso gadget. Mesmo assim, quero ver ele realmente à venda em lojas, disponível ao grande público, com atualizações constantes e desenvolvedores criando aplicativos para ele.

Até hoje o dispositivo do Google, que leva uma tela eletrônica e uma câmera para a frente dos olhos e responde a comandos de voz divide opiniões. Há uma diversidade enorme de possibilidades que um dispositivo desse proporciona – para o bem ou para o mal. Será que estamos (e deveríamos) estar prontos para chegar a tal nível de conectividade e integração tecnológica à nossa vida?


Project Ara

Mais uma aposta alta do Google. A ideia é criar um “smartphone com jeito de Lego”, permitindo ao usuário montá-lo combinando os componentes como ele quiser. Se você achar que seu smartphone precisa de uma câmera melhor, por exemplo, você não precisa comprar um novo celular, apenas uma nova câmera e substituí-la em seu aparelho.

É um novo nível de hardware livre que, se funcionar, tem capacidade para colocar de cabeça para baixo toda uma indústria gigantesca. Ao invés de vender novos smartphones, empresas como Samsung, Motorola e Apple começariam a se preocupar em vender novos componentes? Só de imaginar isso já ficamos empolgados.

iWatch

O tão falado, tão esperado e nunca visto relógio inteligente da Apple. Os rumores sobre ele se intensificaram entre no ano passado, pressionando indiretamente a indústria e jogando uma luz forte sobre gadgets vestíveis.

Foi só surgirem os rumores de que a Apple trabalhava nessa área, que a Samsung, por exemplo, se apressou para lançar o seu Galaxy Watch, que já está na sua segunda versão. De lá para cá ouvimos vários rumores, muitos lançamentos de wearables, mas nada do bendito relógio da Apple.

Neste domingo o The New York Times publicou um interessante perfil de Tim Cook e no meio da matéria sugere que sim, o relógio ainda está em fase de produção. Sabemos que hoje em dia a Apple não se preocupa muito em ser a primeira a inovar, mas fazer as coisas muito bem feitas. Como será que virá esse iWatch? Eu pago pra ver.