“O programa não é só uma série de editais, mas um conjunto de iniciativas que visam ao melhoramento de um ecossistema, em seus vários setores, especialmente TICs e Internet”, pontuou o Secretário Virgílio Almeida, representando o Ministério de Ciências, Tecnologia e Inovação (MCTI) logo no início de um encontro do Start-Up Brasil que acontece esta tarde na FIESP.

O motivo do encontro foi apresentar para a imprensa duas startups que já participam do programa (a Intoo e a LoveMondays), um balanço com resultados do que vem sendo feito e ainda anunciar que amanhã (quarta-feira, 28 de maio de 2014) será publicado no Diário Oficial um novo edital para seleção de startups. Almeida frisou a participação de outros Ministérios e agências no programa, bem como o contexto do programa TI Maior, que contempla outros públicos com outras necessidades.

Atualmente, 78 startups nacionais (de Norte a Sul do país) e 10 estrangeiras, distribuídas em 15 segmentos de atuação, estão sendo aceleradas em uma das 12 aceleradoras credenciadas ao programa. Destes projetos, quando aprovados, 85% já tinham ao menos um protótipo em funcionamento. “Quando entramos no programa, a gente mal tinha um protótipo, a gente só achava que ia ter algo. Hoje a gente funciona, já movimentamos bastante, temos depoimentos de clientes que conseguiram, por meio da nossa plataforma, diminuir o custo de seus financiamentos em até 40%”, contou Arthur Farache, co-fundador e CEO da Intoo. Na próxima semana, a Intoo está indo para os Estados Unidos participar da final mundial de uma competição de tecnologia financeira.

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Além de Almeida, também se pronunciaram no encontro o titular das Políticas de Informática, Rafael Moreira (que falou sobre um grande Demo Day do Start-Up Brasil que está sendo planejado para acontecer em meados de setembro deste ano em San Francisco) e Vitor Andrade, gerente de operações do programa, que veio representando Felipe Matos, o diretor de operações, que está em missão no Vale do Silício. Andrade frisou a quantidade e qualidade de propostas de startups encaminhadas para o programa.

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Como já anunciamos há algumas semanas, o primeiro edital, que teve duas chamadas no ano passado, não vai mais valer. Desta vez, há um novo edital, com novas regras – e também será usado em duas chamadas. As inscrições estarão abertas por 45 dias e, após divulgação dos selecionados, há um prazo de 60 dias para cada startup selecionada formalizar um acordo com uma das 12 aceleradoras. O que está previsto que vá mudar, de acordo com gestores do programa:

  • soluções inovadoras que tenham software, hardware ou serviços de TI como elemento chave;
  • o prazo máximo de funcionamento das empresas interessadas em serem contempladas aumentou de 3 anos para 4 anos de atuação;
  • brasileiros que residam há 3 anos no exterior poderão submeter startup estrangeira;
  • agora, o programa (que é uma Parceria Público-Privada) vai ser divulgar mais explicitamente que empresas de hardware também podem participar (pelo edital anterior, a participação era possível, mas agora o programa conta com aceleradoras mais voltadas para hardware e dispositivos);
  • startup que já foi acelerada em aceleradora que esteja qualificada ao programa Start-Up Brasil não poderá mais ser contemplada (foi um dos pontos criticados no edital anterior);
  • o programa vai chamar mais atenção para o fato de que há fases e prazos específicos para seleção da banca avaliadora (sob responsabilidade do CNPq), depois das aceleradoras (que terão 60 dias para firmarem, ou não, contrato com as startups que foram aprovadas pela banca, considerando a ordem de preferência indicada pelas startups, mas não necessariamente contemplando);
  • startups poderão indicar até 6 aceleradoras para as quais pretendem entrar (em ordem de preferência);
  • o formulário de inscrição será mais amigável, com um tutorial mais parecido com uma simulação ou pré-proposta – inclusive com opções objetivas (selecionáveis).