Ler o pensamento do cliente é uma ideia absurda, certo? Errado, existe uma empresa que tenta fazer exatamente isso. A Seed é uma empresa que oferece métricas de análise de comportamento de consumo offline para o varejo por meio de tecnologia própria com sensores que traçam o perfil do cliente, hotzones e fluxo de pessoas. A empresa foi fundada em 2014, teve R$ 10 milhões de investimento e já tem 40 unidades instaladas.

Apesar de não ser a primeira do tipo no Brasil, nota-se sua presença pelo número de unidades e investimento. “Criamos um sistema preciso e intuitivo, que nos permite analisar o comportamento dos clientes em tempo real. Nossa ferramenta em cloud permite que o usuário acompanhe seus resultados, de onde estiver, utilizando a exatidão de nossas métricas e relatórios para conhecer cada vez melhor os hábitos de compra do seu consumidor e otimizar o resultado de vendas”, destaca Francisco Forbes, fundador e CEO da Seed.

Exemplo de reconhecimento facial da Seed

Exemplo de reconhecimento facial da Seed

A empresa nasceu para tentar suprir uma carência de métricas no varejo tradicional. Por meio de sensores e algoritmos desenvolvidos exclusivamente para o mercado físico, a Seed permitirá que os varejistas conheçam o perfil de seus consumidores e do fluxo de suas lojas, além de mensurar o impacto de espaços publicitários (displays, outdoors) e pontos de venda. Essa prática auxiliará as empresas na tomada de decisões estratégicas, além de medir a eficácia da comunicação dirigida ao cliente.

A Seed é voltada para empresas de médio e grande porte. “As empresas que mais focamos são grupos varejistas (redes de lojas) e shopping centers. O produto pode ser utilizado em qualquer tipo ou tamanho de loja, mas quanto maior o estabelecimento ou volume de pessoas ou volume de vendas, maior o número de informações e maior a amostragem para ser analisada”, explica Forbes. Uma loja maior aumenta, assim, o acerto dos relatórios.

Mas o CEO explica que o produto está ao alcance de vários tamanhos de lojistas. “Nosso produto é muito acessível, tanto do ponto de vista de preço (mais barato do que um serviço de internet) quanto de infraestrutura (não dependemos de câmeras existentes, rede / internet do cliente). Nesse primeiro momento, esse tipo de gerenciamento é muito almejado por grandes grupos, para que possam acompanhar resultados a distância em tempo real, mas em um futuro próximo esperamos que seja uma tecnologia que nenhum lojista viverá sem”, explica. “O setor de entretenimento (eventos/bares) e público (metrô/aeroportos) também se beneficiam do sistema para gerenciamento operacional mais eficiente”, acrescenta.

O investimento de R$ 10 mi veio dos fundos RIGI Ventures e Unique Partners. A Seed possui sede em São Paulo e base de desenvolvimento de tecnologia na Finlândia, e já estreia no mercado com quatro grandes projetos-piloto com varejistas.