“O mercado de vídeos evoluiu 50 anos nos últimos 5”, nos afirmou, em outubro do ano passado, Rodrigo Paolucci, CEO da SambaAds e da SambaTech. O executivo continua a seguir o pensamento, já que suas empresas também avançam em ritmo acelerado.

Recentemente a SambaAds lançou o produto SmartSeed, que pretende construir e alimentar todo um ecossistema de anunciantes, produtores de vídeo, e donos de site/blogueiros. A premissa é ambiciosa, mas talvez Paolucci e sua equipe tenham os recursos para tanto.

Para entender o conceito acima, antes é necessário conhecer os serviços da companhia, que seguem até chegar ao SmartSeed. Primeiro vem a SambaTech, empresa que oferece estrutura e soluções para trabalhar com vídeos na internet (tem clientes como SBT, Globo, Anhanguera e Oi), e já foi eleita por vários prêmios importantes como uma das empresas mais inovadoras do mundo e do Brasil.

A SambaTech deu origem a uma outra empresa, a SambaAds – que, por sua vez, traz anúncios para monetizar os vídeos na web. Apesar de “um alto investimento” (Paolucci preferiu não compartilhar os números), a companhia conseguiu fechar seu primeiro ano com lucro, segundo seu CEO.

Agora vem o SmartSeed. A proposta, uma ramificação da SambaAds, cuja proposta é aumentar o alcance dos vídeos da plataforma, fazendo com que os anunciantes consigam segmentar melhor o seu público e que o produtor de vídeos encontre uma audiência maior.

A ideia é trabalhar apenas com produtores de conteúdo de qualidade comprovada, dividi-los em diversas verticais, e oferecer seus vídeos a donos de site/blogs que falem sobre os mesmos assuntos. Para isso, a SambaAds aposta em dois pilares: curadoria e monetização.

No fim do dia, o que eles fazem é ligar uma ponta à outra da cadeia de conteúdo. O blogueiro que aceitar publicar o vídeo distribuído pela SambaAds fica com 20% da receita publicitária gerada por meio desse recurso; o produtor de vídeo fica com 40% da receita publicitária; e a SambaAds, que cuida de toda a parte de distribuição, organização, e contato com os anunciantes, fica com os 40% restantes.

“Estamos trabalhando principalmente com a cauda longa. Estamos indo nessa linha porque acreditamos que, na internet, a distribuição é fundamental. Se o conteúdo é rei, a distribuição é a rainha”, defende Paolucci.

E, de fato, a solução tem potencial para agradar cada uma das pontas. O blogueiro, além de ser pago para divulgar o vídeo, também tem garantia da curadoria da SambaAds, que promete selecionar apenas material de qualidade para trabalhar. Por outro lado, o produtor de conteúdo consegue aumentar sua audiência e, consequentemente, a renda e relevância. Por fim, o anunciante passa a ter uma audiência segmentada, que pode aumentar o seu investimento. A SambaAds lucra de todos os lados.

Se a proposta vai funcionar, a empresa descobrirá esse ano. Mas Paolucci mostrou bastante otimismo: segundo ele, a previsão é dobrar a quantidade de produtores associados em 2014. Além disso, a ideia é ir além de grandes players, e conseguir alcançar o produtor independente – desde que seu trabalho tenha qualidade o suficiente para passar pela curadoria da empresa.