O Big Data já é utilizado para prever terremotos, vender mais produtos e perceber tendências. Então, por que não utilizá-lo também para tentar descobrir o “próximo Mark Zuckerberg”?

A pergunta, feita pela Mattermark, empresa que trabalha com Big Data, e pelo fundo de investimentos Bloomberg Beta, foi colocada em prática. Logo cientistas da computação passaram a avaliar 1,5 milhão de profissionais conectados a startups de tecnologia.

Eles avaliaram uma série de fatores, como experiência profissional, educação, pessoas a quem estão ligados, tuítes, etc. Como resultado, chegaram a uma lista de 70 mil possíveis fundadores. Na sequência refinaram a lista e chegaram aos 350 nomes mais prováveis a criar uma startup.

Segundo a Mattermark, essas 350 pessoas têm 25 vezes mais chances de empreender do que um cidadão comum. Isso significa que eles provavelmente serão empreendedores? Não. A empresa diz que umpessoa normal tem apenas 0,66% de probabilidade de se tornar um fundador, logo os 350 selecionados têm 17% de chances.

O índice foi o suficiente para a Bloomberg Beta crescer os olhos em relação aos indivíduos e mandar um e-mail a eles, convidando-os para algumas conversas e eventos específicos, com o objetivo de incentivá-los a criarem algo.

A empresa obviamente não revelou o nome dos 350 listados. Mas, mesmo assim, ela compartilhou alguns dados interessantes sobre os potenciais fundadores:

  • 38% deles têm mais de 40 anos.
  • Apenas 15% têm formação em Ciência da Computação.
  • Pessoas especializadas em administração têm o dobro de chances dos engenheiros de serem empreendedoras.
  • Dois terços não estavam em uma posição senior ou de liderança. Ao contrário do que normalmente se imagina, ficar muito tempo em uma empresa ou posição não diminui suas chances de se tornar um empreendedor.