Durante a última Campus Party tivemos a oportunidade de conversar Chris Traganos, Diretor de Relação com Desenvolvedores , do Evernote. Na conversa abordamos os mais diversos assuntos, que passam pela intenção da empresa ser uma startup por 100 anos, o programa de aceleração Evernote Accelerator que eles lançaram no último ano, os problemas de segurança que enfrentaram e a visão e planos do Evernote para conquistar cada vez mais serviços para sua plataforma. Confira:

É comum ouvir pessoas do Evernote dizendo que querem ser uma startup por 100 anos. Mas, como você acredita que isso é possível?

Eu acredito que ser uma startup de 100 anos está mais ligado à habilidade de sempre repensar tudo. Eu acho que o time do Evernote está muito comprometido em encontrar as melhores soluções. E é por isso que estamos no Brasil, para aprender o máximo que pudermos com as startups daqui.

E o que vocês têm observado nas startups brasileiras?

Nós já desenvolvemos algumas hackathons e fizemos alguns meetups com a Wayra. Alguns dos melhores times foram para o Vale do Silício apresentar seu pitch.

Também percebi que várias startups brasileiras têm clientes americanos. Há algumas criando soluções locais, mas há várias também utilizando soluções globais. E eu fico muito empolgado com startups com potencial global e que poderíamos apresentar a nossos clientes.

Quais foram os resultados do Evernote Accelerator até agora?

No último ano rodamos o Evernote Accelerator por quatro semanas com os melhores times que usavam nosso serviço. Recebemos muita ajuda da Wayra e estamos muito interessados em agir em conjunto com ela. Também queremos fazer mais programas no Valley e conhecer as boas equipes com que a Wayra trabalha.

O Evernote Accelerator não pede equity das startups. Quais foram os resultados dessa filosofia de “se o sistema do Evernote crescer, as empresas crescem”?

Temos 3 mil desenvolvedores ao redor do mundo criando pela plataforma Evernote. Há vários aplicativos de viagem, cozinha, etc… utilizando recursos da plataforma Evernote.

A ideia por trás da plataforma é que os usuários que utilizam aplicativos terceirizados, com base na plataforma Evernote, são os mais engajados — 50% deles acabam se convertendo em clientes Premium.

Quanto mais você guarda no Evernote, mais o serviço pode se tornar melhor para você. Nós desenvolvemos bastante o machine learning porque queremos que a plataforma se torne o seu “segundo cérebro”.

 

No ano passado vocês tiveram problemas com segurança e até vazaram senhas. Como vocês pretendem melhorar nessa área?

Nós estamos muito comprometidos com a questão da segurança. No último ano lançamos a verificação 2-step e encorajamos a todos nossos usuários a utilizarem. Nós não usamos servidores de terceiros, e estamos tomando todos os cuidados possíveis para que a informação do usuário seja sempre só dele.

Há muitas críticas ao Evernote que dizem que o serviço estava se expandindo demais e perdendo foco. Você acredita que a empresa precisa de mais foco?

Você verá uma grande mudança em 2014 e perceberá que estamos focando em criar a melhor experiência possível. Queremos deixar tudo clean. A ideia é oferecer mais recursos variados para serviços terceirizados, que utilizam nossa plataforma, se tornarem os melhores em suas verticais, e tornar o Evernote em si algo realmente mais focado.

Os usuários avançados continuarão com os recursos que amam, mas o usuário novo achará o serviço muito mais simples.

Como você avalia a presença do Evernote no Brasil?

Temos um pequeno escritório em São Paulo; temos parcerias importantes no Brasil com a Telefónica Vivo, Wayra, e Samsung; o Brasil é o país que mais cresce para o Evernote, e já está no top 5. Acredito que estamos bem.

 

 

 

“Queremos ser a maior startup do mundo durante 100 anos”!

Veja também: vídeo com o CEO do Evernote, Phil Libin.