Enquanto boa parte do mundo está conhecendo a Bitcoin só agora, ou ainda nem a conhece, há diversas outras criptomoedas tentando provar novos modelos de economia, movimentando largas quantias de dinheiro, e gerando toda uma subcultura financeira.

São as alt-coins (ou alternative coins, ou ainda moedas alternativas), criptomoedas que seguem os mesmo princípios da bitcoin, mas não necessariamente funcionam da mesma maneira, ou têm os mesmos valores.

Há dezenas, talvez centenas, de alt-coins circulando por aí no mundo: são 88 listadas apenas no agregador Coin Market Cap, mas outros sites falam em mais de 200 variações. No entanto, diferentemente das bitcoins, elas costumam ser mais voláteis e contam com preços que variam muito.

Em um momento que, praticamente, já não compensa mais minerar bitcoins devido aos altos custos, as alt-coins entram em cena para balancear o mercado. Normalmente elas são mais fáceis de serem mineradas; alguns entusiastas até as defendem por exigirem menos eletricidade e, portanto, causarem menos danos à natureza.

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A relativa facilidade para se criar e minerar moedas alternativas também é um chamariz para aqueles que querem ganhar dinheiro rápido. Há criptomoedas que chegam a valorizar 440% do dia para a noite, para depois caírem no esquecimento.

Algumas delas inclusive são baseadas em memes, como a DogeCoin, inspirada no “Wow Doge”, que já movimenta mais de US$ 52 milhões ao redor do mundo, apesar de valer apenas US$ 0,0012.

No entanto, a mais famosa de todas as alternativas à Bitcoin, talvez seja a Litecoin. Muitos a encaram como se fosse o equivalente à prata, em um mundo que a Bitcoin é o ouro. Apesar da comparação, vale ressaltar que a Litecoin também é criada a partir do protocolo Bitcoin, e é gerada quatro vezes mais rapidamente. No momento, o Mercado BTC vende uma Litecoin por R$ 50, enquanto a Bitcoin sai por R$ 1920.

Além da volatilidade e grande poder especulativo das alt-coins, que podem atrair os mais diversos investidores, há a importante questão ideológica.

O conceito de descentralização e liberdadade da Bitcoin condiz até certo ponto com a ideia de várias moedas convivendo e sendo geradas no mesmo mundo. Além de tudo, a existência de várias criptomoedas dificulta as chances de regulação de governo e bancos — se “proibirem” a Bitcoin, será possível utilizar outra moeda.

No entanto, as alt-coins também incentivam cada vez mais gente minerar mais blocos de moedas. Alguns analistas especulam que isso possa causar o caos no mercado de fabricantes de placas gráficas, além de um dano incalculável no mundo da segurança digital.

Assim como a Bitcoin, o futuro das alt-coins é totalmente incerto. Podemos estar falando das próximas revoluções econômicas, de várias pequenas bolhas prestes a estourar, ou ainda mesmo de um grande perigo para internet. Quem sabe?

Aqui é possível ver todas as principais criptomoedas do mercado, analisar seus valores e entender um pouco mais de tudo o que está acontecendo.