Esta semana, quando foram anunciadas as seis novas aceleradoras a integrar o programa Startup Brasil, os responsáveis pela Baita Aceleradora foram surpreendidos ao saberem que eram um dos selecionados.

“Nós tivemos apenas uma conversa com o Felipe Mattos, COO do Startup Brasil, em dezembro. Perguntamos quando ia sair o processo de seleção das novas aceleradoras, mostramos que estávamos interessados, e tínhamos um bom know how do mercado de hardware. Nos inscrevemos e ficamos muito surpresos e muito contentes quando descobrimos essa semana que fomos selecionados”, conta Rosana Jamal, cofundadora da Baita.

Também pudera. A aceleradora, que iniciou suas atividades em meados de junho do último ano, acelerou apenas uma startup até o momento — a Opusphere –, que foi o seu benchmark. Para a Baita, as coisas começam a funcionar mesmo agora em 2014, já com o apoio do Startup Brasil por trás. E se eles ainda não têm um longo histórico como empresa, sua equipe tem.

A aceleradora foi fundada por cinco sócios: Rosana Jamal, Rodolfo Baccarelli, Renato Toi, Oswaldo Fernandes e José Antonio Scodiero. Todos têm um longo histórico no mundo tecnológico e empreendedor.

Rosana, por exemplo, foi Diretora Sênior de Desenvolvimento de Produtos para América Latina da Motorola; Renato é investidor em startups desde 2000; Oswaldo trabalhou  em empresas nacionais e multinacionais como Motorola, Scientific-Atlanta e Flextronics; José Antônio tem mais de 25 anos de experiência na área de tecnologia, computação pessoal, semicondutores, empreendedorismo e startups; Rodolfo é formado na Unicamp em Ciência da Computação há 40 anos, e já atuou com desenvolvimento em várias empreitadas de grande escala. As descrições completas podem ser conferidas aqui.

Além da experiência dos fundadores, a Baita aposta em três importantes fatores: o rico ecossistema de Campinas (assunto para outro post), sua rede articulada de investidores (Rosana, por exemplo é presidente da Unicamp Ventures), e do conhecimento que têm em hardware e TI.

Renato Toi nos explica que, apesar de terem maior know how nessas áreas, não pretendem focar apenas nelas “Também nos interessamos por inovações em diferentes mercados muito fortes aqui em Campinas, como Óleo e Gás, Química, Medicina, e outros”.

Rosana diz ainda que, como outras aceleradoras, mais do que o investimento, eles darão todo apoio e articulação de rede às startups que selecionarem.

Não há um número preciso, mas Renato diz que em 2014 deverão acelerar aproximadamente cinco startups. Os programas de aceleração deverão durar até seis meses. O equity e o investimento irão variar de acordo com a negociação, mas eles pretendem ficar com uma faixa entre 8% e 18% de participação das empresas.

A Baita procura startups que não queiram apenas faturamento, mas que também tenham um propósito por trás, algo para realmente gerar impacto. “Um exemplo que eu gosto de dar é a diferença do empreendedor que diz que vai abrir um negócio para vender tijolos por metade do preço versus o que irá abrir um negócio para vender tijolos para as classes C e D. Os dois podem fazer a mesma coisa, mas o segundo tem um propósito que vai além do faturamento”, diz Renato.

Para encontrar essas startups, a equipe da Baita confia também no Startup Brasil. “Como é o segundo ano do programa há a expectativa de que ele esteja aperfeiçoado. Eles fazem um papel muito importante na seleção das empresas. Assim como em qualquer programa, há fatores que podem ser questionados, mas, no geral, acreditamos que o Startup Brasil tem gerado muito valor”, diz Rosana.