É com intuito de preencher as fissuras do mercado de venda de automóveis seminovos que o Simbu aposta em dois grandes motes: a privacidade e a assertividade dos usuários, colocando-os em negociação direta.

Segundo o que me explicou Victor Ramos, cofundador do Simbu, “o comprador é quem deve escolher com qual vendedor quer negociar com total privacidade. Isso porque um vendedor, por exemplo, não sabe se o comprador recebeu somente a sua ou mais propostas daquele carro que ele procura, não sabe o valor que o outro vendedor quer no carro e não recebe os contatos do comprador até que este autorize o envio”.

Desta forma, prosseguiu ele, “o Simbu acredita que o comprador tem maior liberdade de negociar e de encontrar o que procura sem pressão, sem ligações indesejadas, sem receber ofertas fora da faixa de preço ou do modelo que gostaria, pois sua intenção de compra só aparece para quem tenha aquele carro”. Ou seja, a proposta só aparece para aqueles que têm o carro solicitado.

Esse modelo é uma via de duas mãos, aliás: o carro do vendedor e os contatos não ficam em exposição, e ele não recebe propostas fora do que espera. “O vendedor negocia somente com quem tem interesse no modelo dele, já sabe quanto a pessoa está disposta a pagar e não paga anúncio para estar no Simbu – contrata apenas um pacote de créditos que só é descontado quando ele envia uma proposta e o comprador aceita conversar”, conta o porta-voz.

O sistema que avalia usuários é um diferencial para esse e-commerce de nicho. “Ao visualizar a intenção de compra de uma pessoa, o vendedor já vê também as suas qualificações (se é um comprador legal de negociar, se foi simpático com outros vendedores). O mesmo para o contrário. O comprador recebe a proposta e vê as qualificações no vendedor (que é recomendado pelos usuários com quem já conversou e ofereceu propostas). É um sistema de segurança e confiança aos usuários”.

Existe, também, a preocupação em realizar negócios a preços justos: a plataforma oferece uma tabela com valores mínimos e máximos por modelo, cujos números são estimados pelo Fipe.

“Com estes subsídios, o usuário pode avaliar melhor o preço que está disposto a pagar e negociar de forma mais justa”, declarou Everton Bandeira, que é cofundador e dirige a plataforma juntamente a Victor Ramos.