Conversei com João Falcão e Rafael Vasconcellos, da Black Key Ventures, uma empresa de criação e desenvolvimento de startups do setor de tecnologia, com  modelo de negócios baseado no tripé expertise, aporte de capital e network. Formada por um grupo de empreendedores brasileiros com experiência internacional em áreas como design, tecnologia, estratégia, marketing, desenvolvimento de negócios, finanças e direito, a Black Key tem uma ampla rede de contatos no Brasil e em alguns dos mais avançados centros do mundo, como Stanford, Harvard e UC Berkeley.

A “venture builder” já colocou no mercado a tecnologia Neemu, uma solução para e-commerce inteligente baseada no estado da arte em recuperação de informações (information retrieval) e aprendizado de máquina (machine learning). Inclui sistemas de recomendação; busca e categorização de produtos; filtros automáticos; busca e reconhecimento de imagem; autopreenchimento e “você quis dizer?”. Tem 20% de inserção no mercado de e-commerce brasileiro, faz mais de 500 mil buscas diárias e atende as empresas Bemol e B2W.

Agora, os esforços da equipe estão voltados para a EuSócio, uma plataforma de “equity crowdfunding”, ou “crowd equity”, que visa a dinamizar não apenas a visibilidade e o relacionamento entre empreendedores e investidores, como também sistematizar o processo de investimento. Inspirada na britânica Crowdcube, que é parceira tecnológica do EuSócio, ela se difere de outras plataformas de crowdfunding porque os projetos apoiados não estão fazendo pré-venda de lançamentos (ou dando recompensas e brindes) para os apoiadores: quem investir dinheiro nos projetos, ganha participação nas empresas!

Entenda melhor no bate-papo que gravamos. Em tempo: a Crowdcube já conta com mais de 46  mil investidores e mais de 12 milhões de Libras investidos em 64 projetos (até o momento). A EuSócio está conversando com startups (e todos tipos de interessados) e pretende lançar ao menos 3 projetos ao mesmo tempo, ainda este ano.

Foto: Great Beyond/Flickr Commons