Recebi este artigo do Gustavo Luveira, que é sócio e diretor de marketing da Kanamobi. Ele também foi responsável pela área de Novos Negócios da Red Cube e fundou a Brands Lounge Brasil. Hoje, além do cargo que ocupa na Kanamobi, é professor da São Paulo Digital School.

Em linhas gerais, ele discute essa ferramenta atual enquanto um mecanismo fundamental para a publicidade segmentada. Com vocês, abaixo, Gustavo Luveira.

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“Geolocalização: Achou, ganhou.

Pode parecer uma raspadinha, mas não é. Trata-se de uma das mais inovadoras soluções da publicidade atual. Estou falando da geolocalização, um recurso que, de uns anos para cá, tem se popularizado principalmente nas redes sociais, como Foursquare, Facebook e Instagram, mas que aos poucos vem sendo utilizado também em campanhas de marketing digital.

Mas, antes de falar da geolocalização e do crescimento exponencial do mercado mobile, gostaria que você refletisse sobre o seu dia a dia. Perceba que tudo que você faz está relacionado diretamente ou indiretamente com o seu dispositivo móvel. Pode ser uma informação que está em seu bloco de notas ou uma pesquisa rápida no Google para lembrar o nome do ator daquele filme. Os motivos para olhar no celular várias vezes ao dia são inúmeros.

O que isso tem a ver com geolocalização? Tudo! Isso mostra o quanto estamos dispostos e totalmente conectados em nosso dia a dia. No passado, as marcas tinham que atuar nos jornais e rádio para conseguir alcançar o público em sua rotina. Aos poucos, a TV virou o foco, enquanto agora, o celular é a maior aposta para a publicidade segmentada. Isso não significa que não dê para conseguir a localização do usuário de desktop. É possível, mas o celular já se tornou praticamente nossa segunda carteira.

Saber onde você está é saber o seu desejo, sua situação ou até sua necessidade momentânea. Não existe nada mais valioso no mercado publicitário. O que antes era o chamado “tiro de metralhadora”, com as campanhas de mídia de massa impactando milhares de pessoas que não estão interessadas no produto ou serviço, agora, os anunciantes estão com o alvo muito bem calibrado.

Não é à toa que as marcas estão apostando em inserções publicitárias dentro de aplicativos usados diariamente pelo consumidor para garantir um retorno melhor e mais certeiro. Além dos anúncios, os próprios aplicativos podem funcionar como chamarizes de clientes. Quer um exemplo? Enquanto a publicidade em geral espera que o consumidor chegue em casa, ligue a TV, para só depois convencê-lo a sair para um test drive, por exemplo, com a geolocalização para ações de marketing, a concessionária poderia convidar o cliente no momento em que ele estiver próximo à loja.

Do ponto de vista do consumidor, sua localização é uma oportunidade para atrair benefícios. Um relatório divulgado recentemente pela MillwardBrown aponta que 40% dos consumidores de todos os mercados estariam dispostos a dar sua localização se em troca recebessem informações pertinentes sobre serviços ou ofertas.

Sabe o que tudo isso quer dizer? Que se a marca estiver realmente interessada em atingir seu alvo com um “tiro certeiro”, ela vai conseguir. O cliente está disposto a receber. Agora, use essa informação geográfica com inteligência e ataque na hora certa e literalmente no local certo.”