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Muita gente ficou animada com a visão que Michael Moritz, investidor pela Sequoia Capital, apresentou ontem no TC Disrupt em San Francisco (comentei aqui). Resumindo: hoje em dia, o legal é apostar em ferramentas que as pessoas carregam consigo no bolso (no celular) e esta é uma “revolução pessoal” que acontece simultaneamente no mundo todo (veja o vídeo abaixo). A leitura óbvia é que a Sequoia está vendo demandas e oportunidades inclusive em regiões antes periféricas, como a América Latina e o Brasil. Somando-se isso às intenções declaradas há um ano pela empresa, de abrir escritório no Brasil para intensificar sua operação (que consiste ainda em um investimento feito no final de 2011 na uruguaia Scanntech), entende-se que “agora vai”.

Talvez, mas não é óbvio. O investidor da Sequoia que estava liderando o esforço na região, David Velez, deixou a empresa para empreender. Fundou a EO2 Soluções de Pagamento e tomou investimento em julho da Kaszek Ventures e da própria Sequoia. Enquanto isso, Douglas Leone, sócio e diretor na Sequoia, assume a operação remotamente, a partir da California. Ok, pessoas mudam de planos, mas há uma outra coisa curiosa nesta história.

Atualização: a Sequoia investiu em 2014 (junto com outros investidores) na startup Nubank, sediada no Brasil, fundada e presidida por David Velez.

De acordo com o que algumas pessoas próximas à investidora contaram ao NY Times (veja matéria publicada por Vinod Sreeharsha). Pelo que consta, a empresa não tinha ainda concretizado seu plano porque veio buscando oportunidades com empresas em crescimento, não com empresas em estágio inicial arriscado. Aparentemente, não foi isso que a Sequoia encontrou.

Esses dois movimentos indicam que talvez a gigante passe a fazer algo como a Greylock Ventures: pegar sua fortuna e diluir em pequenos investimentos. Ao menos, enquanto não encontra oportunidades maduras. Talvez significa que a Sequoia vai ajudar a financiar o risco de estágio inicial, para depois fazer crescimento. Em todo caso, esta é uma leitura externa, enquanto a empresa não se manifesta de forma mais aberta ou categórica.

Foto: FatMandy/Flickr