Quando saiu a lista das startups selecionadas para o programa Start-Up Brasil, muita gente achou que a Fabiany Lima, conhecida empreendedora do meio das startups, estava na lista para representar seu primeiro projeto, a Timolico. Mas a história é outra. O projeto que foi submetido e aprovado no programa se chama Timobox e é um negócio completamente diferente da Timolico.

Inicialmente, é legal deixar claro que a Timolico e a Timobox têm simo mesmo time de fundadores: a Fabiany e seu sócio Roberto Klein. Mas as semelhanças param por ai. A equipe é diferente e a clientela também. Enquanto o Timolico é um e-commerce de roupas customizáveis, de olho no consumidor final, a Timobox é uma plataforma de vendas para fabricantes, representantes comerciais e lojistas.

“É um software de gestão, que também funciona como CRM e ajuda em administração de vendas, Business Intelligence, simulação de montagem do produto”, explica Fabiany, que tem uma atuação forte no meio empreendedor. “A plataforma se encaixa em qualquer indústria, mas vamos focar no setor têxtil e calçadista inicialmente.”

Apesar de Timolico e Timobox serem diferentes, uma levou à criação da outra. “Chegamos mais perto desses fabricantes por causa da Timolico e enxergamos essa necessidade. Em março, começamos a amadurecer a ideia e validamos como fabricantes, representantes comerciais e lojistas”, explica. Segundo ela, a ideia era validar com as três pontas envolvidas no processo de venda. A empreendedora afirma que o produto já tem clientes interessados, mas ainda está em fase de desenvolvimento. A previsão de lançamento é para daqui a 40 dias.

Um aspecto interessante da Timobox também é o seu foco no mobile, já que a ideia é que a fábrica consiga monitorar sua produção em tempo real, com tablets espalhados pelo estabelecimento. “A informação em tempo real gera economia de processos e pessoas, para que essa indústria consiga economizar custos e ser mais competitiva.”

O Timobox também foi concebido para se integrar em sistemas de CRM que possam já ter sido desenvolvidos por grandes fabricantes, atuando como um “módulo” dentro do software.

Para quem ficou preocupado, a Timolico continua em funcionamento e os dois projetos serão tocados paralelamente. O projeto foi acelerado pela Aceleratech e agora é tocado no escritório de Fabiany na Grande São Paulo.

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