Quando o SaveMe chegou ao mercado, volta e meia surgia um comercial na TV explicando que o site juntava em um só lugar todas as ofertas de compras coletivas da internet (veja abaixo um dos primeiros comerciais a ir ao ar). Do mesmo jeito que subiu, a compra coletiva desceu e, três anos depois, a empresa se posiciona de maneira completamente diferente. A (agora mal vista) compra coletiva não foi eliminada no negócio da empresa, mas se tornou apenas uma parte de um modelo de negócio mais abrangente.

“Começamos a olhar para o SaveMe como um grande hub de oportunidades de ofertas da internet brasileira. Chegamos a esse novo modelo porque fomos procurado por outros players do mercado, e não somente o pessoal de compras coletivas”, explicou Guilherme Wroclawski, com quem conversei na última semana, sobre o aniversário de três anos da empresa, que agora faz parte da Buscapé Company.

Segundo Guilherme, essa virada de site agregador de compras coletivas para hub de ofertas aconteceu no final do primeiro para o segundo ano da empresa. “Pessoas que não eram do setor de compras coletivas vinham nos procurar, dizendo que queriam divulgar uma promoção especial, e eu não vou ser louco e fechar essa porta. Foi uma virada muito orgânica e fez sentido para o usuário. Para ele, o que importante é que ele consiga pagar menos, não importa se é com compra coletiva ou com cupom”, diz. Hoje, afirma ele, a compra coletiva apresenta somente 40% do conteúdo divulgado no site.

Guilherme não nega que o SaveMe se associou de maneira forte ao boom das compras coletivas, mas ele conta que a percepção da marca já está mais ligada a questão do conceito das ofertas. “O usuário, antes de fazer alguma compra passa, dá uma passada no SaveMe para ver se encontra algum desconto matador”, conta.

A associação inicial ao mercado de compras coletivas também permitiu que a empresa esticasse seus pés para vários setores do mercado. “Somos um canal de mídia focado em ofertas e boa parte da nossa relevância vem da qualidade da nossa audiência. A conversão de compras é o nosso diferencial.” Guilherme diz que quem entra no SaveMe entra com a intenção de, efetivamente, fechar uma compra.

Enquanto os dois primeiros anos foram de consolidação do site e de sua virada para um hub, o terceiro ano trouxe um processo de afinar o contato com o consumidor. “Estamos aprimorando cada segmento em que o SaveMe atua. Nós aprimoramos a geolocalização, a parte do mobile, o setor de viagens, a parte de outlet”, conta o sócio. “Agora, nós começamos a olhar os detalhes e aperfeiçoar os serviços ao usuário.”

Não atrapalhou ter o respaldo do Buscapé nesse processo de mudança. “Conseguimos somar forças, isso criou alguns atalhos para que a gente não perdesse tempo e otimizasse o esforço em investimento”, afirma Guilherme.

Nesses três anos, o SaveMe também pulou de dois para 25 funcionários, com dez pessoas trabalhando no negócio de maneira indireta. Guilherme conta que uma das vantagens do negócio do SaveMe é a possibilidade de escalar, mantendo um número baixo de funcionários.