Mais um estudo vem ai para colocar em números o que muita gente já enfrenta na rotina diária. A Aspen Network of Development Entrepreneurs (na sigla, Ande), uma rede de organizações que promovem o empreendedorismo em mercados emergentes, divulgou nesta semana um estudo sobre as pequenas empresas em crescimento no Brasil e os elementos que giram ao seu redor. Eles delinearam um quadro chamado “Lacuna de pioneirismo”, que é a dificuldade de conseguir financiamento para quem está propondo um modelo novo para o seu setor.

Leia o trecho do estudo que fala do assunto:

“Empreendimentos em estágio embrionário e inicial (referidos como “startups” neste relatório) – geralmente buscando captar US$ 20.000 a US$ 100.000 em capital flexível – têm dificuldade de encontrar fundos dispostos a investir os valores menores necessários.

Empresas nesse estágio ainda não provaram seus modelos de negócio e ainda não têm rendimentos ou seu fluxo de caixa é negativo, o que aumenta o risco em potencial para os investidores. Ao mesmo tempo, muitos gestores de fundos que visam as PECs [Pequenas Empresas em Crescimento] em estágio de crescimento encontram um pequeno grupo de empresas nas quais é viável investir e um grupo grande de fundos que querem investir capital.

Esse desencontro é o que a Monitor Inclusive Markets chama de “Lacuna de Pioneirismo”. A Monitor atribui essa lacuna a um problema estrutural: como muitos dos fundos de investimento de impacto utilizam “estruturas tradicionais com expectativas de retorno tradicionais”, em que o retorno financeiro deve impulsionar as decisões de investimento, as startups representam um risco muito grande para esses fundos.

Essa lacuna se reflete em nosso diagnóstico dos fundos PECs: somente 6% dos fundos relatam um foco em negócios em estágio inicial. Um dos fatores chave para se reduzir a lacuna de investimentos em empresas em fase inicial é a combinação de capital
flexível, geralmente na forma de doações filantrópicas e instrumentos de dívidas.”

Interessante? Confira a íntegra do estudo abaixo. Não deixe de olhar a parte em que eles analisam as aceleradoras brasileiras e os fundos locais: