Na próxima segunda, terça e quarta-feira, além de palestras e debates, o evento Techcrunch Disrupt em San Francisco vai contar com o espaço Startup Alley, em que 200 startups vão demonstrar seus produtos. Além destas startups, mexicanos, chilenos, argentinos, israelenses e brasileiros terão espaços temáticos especiais, chamados Pavilion, que já totalizam mais de 100. Destes espaços, o Brazilian Pavilion é o que conta com o maior número de startups: 38.

Enquanto o Disrupt não inicia, 84 empreendedores brasileiros trocam mensagens de entusiasmo e colaboração em um grupo no Facebook, o Brazilian Pavilion @ Disrupt SF 12. As conversas vão desde chips de celular pré-pago até “quem já está no Valley e quer fazer um meetup”, passando por dicas de hospedagem. Por email também as coisas fervilham. E o que será que tudo isso vai render? Vejamos uma lista de motivos para acreditar que os brasileiros vão fazer sucesso.

Esta é a minha lista de expectativas:

1) a delegação brasileira, além de maior, provavelmente será uma da mais variadas! Os empreendedores estão indo representar redes sociais profissionais, jogos, sites educacionais, serviços de culinária, serviços de vídeo, hospedagem, de aplicativos para celular, de turismo, de leilões corporativos, de entretenimento, de indicação de locais, de veterinária, de prospecção e atendimento a clientes, de recursos humanos, de crowdfunding, de moda, de vinhos, de e-commerce, de aplciativos e APIs, de meios de pagamento, de cupons e até um produto híbrido de hardware e software que monitora gastos elétricos residenciais! Ou seja, não vai ter chatice no espaço brasileiro, tem assunto para muito mais do que 3 dias – e em vários sotaques, considerando que estão indo empreendedores de diferentes estados! Veja a lista de startups brasileiras que vão exibir seus produtos no Brazilian Pavilion: http://startups.ig.com.br/2012/startups-que-vao-participar-do-brazilian-pavilion-no-evento-techcunch-disrupt-em-san-francisco;

2) os brasileiros, em seu conjunto, tem espírito de equipe e vão fazer de tudo para colocar o Brasil, como um todo, no centro das atenções, e vão aproveitar esta atenção para mostrar que aqui temos sim inovação, tecnologia e negócios de primeira qualidade;

3) os brasileiros estão se preparando há muitas semanas para apresentarem os melhores pitches de suas vidas, aproveitando cada pessoa que passar em frente ao seu espaço;

4) o público do evento que passar em frente ao espaço das startups não é, em sua maioria, meros curiosos e aprendizes: são gente que trabalha com tecnologia, inovação, negócios e investimento, são as pessoas que criaram o Vale do Silício, algumas das companhias mais badaladas da Internet! São pessoas que tem uma quantidade imensurável de conhecimento, contato, habilidade e até dinheiro. O nível médio de “pessoa interessante e importante” vai ser muito, mas muito mais alto do que acontece nos nossos eventos brasileiros! O nível dos feedbacks e ajudas possíveis vai estar em outro patamar;

5) os principais veículos de imprensa e blogueiros do mundo do empreendedorismo vão estar lá super curiosos, pois o Disrupt sempre é considerado um dos principais lançadores e afirmadores de tendências neste tipo de mercado. A possibilidade de aparecer em diversos meios e canais, de diversas regiões, é bastante grande;

6) o mundo dos negócios está na expectativa de conhecer melhor as coisas que surgem no Brasil, os profissionais vão fazer questão de conferir o que o “país do presente” anda fazendo, como são as pessoas criativas e cheias de iniciativa;

7) os brasileiros também estão se organizando e vão realizar uma série de atividades paralelas ao Techcrunch Disrupt, desde churrascos até tours guiados pelas empresas do Vale do Silício até uma conferência com debate entre investidores, mentores e empreendedores. Veja a lista de eventos paralelos em www.startupi.com.br/valley.

Junte tudo isso e não tem como não apostar todas as fichas nesses brasileiros que estão investindo tempo, dinheiro, energia e expectativas para conquistarem seu lugar no epicentro dos negócios de inovação tecnológica.