A paulista Vanessa Wander desenvolveu uma série de projetos setoriais no Paraná há alguns meses juntou-se com a paranaense Mariana Oliveira, experiente em atacado, para qualificar o comércio entre fabricantes e lojistas de roupas. Pouco tempo depois, estava no ar o VestesBR, que além de diretório para matchmaking, apresenta uma série de serviços agregados para os interessados.

Procuraram investimento e acabaram chamando atenção do industriário catarinense Diether Werninghaus (herdeiro da WEG), que literalmente pagou para ver.

A equipe tem 11 pessoas e terceiriza alguns serviços, e já realizou uma série de rodadas de negócio itinerantes voltadas ao seu mercado. Para o desenvolvimento da versão 2.0 da plataforma de e-commerce B2B entre a indústria têxtil e lojistas, a VestesBR recebeu o aporte de R$ 5 milhões do investidor Diether Werninghaus.

“O mercado mundial de moda deve movimentar em torno de US$ 40 bilhões nesse ano e o Brasil está muito bem posicionado, tanto pela criatividade, como pelas empresas que já estão num estágio bem adiantado de profissionalização. Identifiquei no projeto da VestesBR um grande potencial econômico financeiro. Acredito que ao longo dos próximos 12 meses o investimento na empresa deva chegar à casa dos R$ 12 milhões”, afirma Werninghaus.

Quarto maior parque produtivo de confecção do mundo, a Indústria Têxtil e de Confecções do Brasil foi responsável por movimentar US$ 63 bilhões em 2011, representando 5,5% do faturamento de toda a indústria de transformações do país. Esses números revelados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) demonstram todo o potencial do setor, e fazem com que o segmento seja alvo de muitas apostas e tecnologias.

Facilidades para a Indústria e para o Lojista

A possibilidade de um canal exclusivo de vendas é só o começo das vantagens para as marcas de moda. Com a VestesBR, elas poderão ter participações institucionais em feiras e eventos,  além da produção de fotos e vídeos da marca, criando um catálogo virtual dos produtos. Já os lojistas terão em um único canal o acesso para conhecer tendências e comprar produtos das principais marcas para montar o estoque da loja. Além disso, com a VestesBR não existe limite de distância, uma vez que o portal reúne fabricantes e lojistas de todo o país e realiza a entrega sem cobrar valor de frete.

“Hoje disponibilizamos um portal completo para a indústria se relacionar com os varejistas. Cada marca terá uma home page exclusiva, com vitrine virtual e toda a descrição do estilo e perfil da fabricante”, explica Vanessa, que atua como Diretora Comercial na empresa.

“A proposta da VestesBR é muito interessante porque imprime velocidade nas negociações entre fabricantes e lojistas, além de oferecer uma enorme comodidade e economia. Acho que é uma iniciativa que tem tudo para dar certo”, destaca Glória Kalil, especialista em Moda e contratada para colaborar com o site.

Tecnologia e segurança para pagamento online

Outro ponto inovador da VestesBR é a solução de pagamento que a plataforma oferece. “Desenvolvemos um ambiente seguro que permite desde a análise de crédito, risco e fraude de quem compra do fabricante, até a possibilidade de antecipação das vendas, o que garante à indústria tranquilidade para focar no que realmente interessa: produção das coleções”, diz Altemar Araújo, Diretor Executivo da VestesBR.

Os fabricantes ainda terão acesso exclusivo a um portal administrativo na VestesBR, onde será possível a realização de diversas atividades, tais como: aceitar e negar pedidos, solicitar análise de crédito, obter diversos relatórios sobre vendas/clientes/liquidez/pedidos e produtos.

Expectativas

Para criar rapidamente essa ponte entre a indústria e os lojistas, a VestesBR 2.0  já inicia as operações com 30 fabricantes e mais de dois mil lojistas cadastrados. “Acreditamos em um crescimento gradativo de usuários dentro da plataforma. Nossa expectativa é ter 250 marcas e 20 mil lojistas cadastrados ao final de 2013”, comenta Vanessa.

Já em relação aos números de faturamento, a expectativa é bem diferente, passando de um panorama de crescimento gradativo para exponencial. “Para este ano por se tratar de algo totalmente novo estamos prevendo movimentar R$ 50 milhões até dezembro de 2012”, acredita Werninghaus.