“Artesãos de todo o Brasil poderão se conectar com consumidores de todo o planeta. É o ambiente perfeito para os artesãos desenvolverem seus negócios”, afirma Tiago Dalvi, CEO da Solidarium, startup que já recebeu mentoria do Unreasonable Institute.

Com um posicionamento diferente dos players existentes no segmento de artesanato, a Solidarium busca ir além do mercado online e vendas para o consumidor final. Vendas corporativas, acesso a matérias-primas e serviços de design estão entre os diferenciais da plataforma.

Tudo isto sem custo adicional algum ao artesão, pois a Solidarium não cobra uma taxa de cadastro, mensalidade ou anuidade. O artesão apenas paga uma comissão de 10% para a Solidarium quando uma venda é realizada.

Para a Solidarium, esta nova plataforma é muito mais do que um site de venda de artesanato, a empresa quer criar um verdadeiro movimento para combater a pobreza promovendo o acesso a mercado. “Queremos mostrar o que o Brasil tem de melhor e para isto vamos mobilizar e construir uma verdadeira rede social”, diz Dalvi.

Uma parceria com o Paypal disponibiliza aos artesãos a conveniência de receber suas vendas com cartões de crédito e a segurança fornecida pelo maior intermediário de pagamentos do mundo.

No primeiro ano de operação, sua meta é alcançar 10.000 artesãos ativos e mais de 250.000 produtos listados. Para isto, a Solidarium conta com investidores brasileiros e americanos que não revelaram o valor aportado no negócio, porém apostam no crescimento deste mercado no Brasil e América Latina.

O CONTEXTO

O Brasil é a sexta maior economia do mundo e ainda assim ocupa a posição de número 84 no ranking de igualdade social. “No Brasil, existem 8,5 milhões de artesãos, sendo que destes, 2 milhões vivem abaixo da linha de pobreza. Como brasileiros não podemos tolerar isto” argumenta Tiago Dalvi, CEO e fundador da Solidarium.

Este foi o fator motivador para o empreendedor Tiago Dalvi lançar, em 2007, aos 19 anos de idade, a Solidarium, um negócio social que vem conquistando artesãos, clientes, investidores e redes varejistas de todos os tamanhos tanto no Brasil como no mundo.

Artesãos como a Divair Paganardi, 43 anos,  que sempre confeccionou lindos produtos mas nunca conseguiu  distribuir seus produtos além da sua comunidade, são exatamente o tipo de empreendedores que a Solidarium busca. “Eles necessitam de apenas uma oportunidade. E é exatamente isto que fazemos na Solidarium”, afirma Dalvi.

OS DESAFIOS:

A Solidarium nasceu como uma área da Aliança Empreendedora em 2006. Em 2007, abriram uma loja no Shopping Novo Batel em Curitiba e quase faliram no primeiro ano, por não possuir uma marca reconhecida, bons produtos e capital para manter a estrutura. Após esta experiência no shopping, a Solidarium sabia que precisava mudar. E isto nunca foi um problema para a empresa. Em 2008, abriram diferentes frentes comerciais e descobriram no modelo de distribuição via redes varejistas um potencial único para escalar sua operação. Foi quando a Solidarium fechou seu primeiro acordo comercial com, nada menos, que o maior varejista do mundo, o Walmart. “Lembro até hoje daquela reunião, em que conseguimos cadastrar 32 produtos e um total de 1.600 peças. Foi uma grande conquista, mas o engraçado é que não tínhamos a menor ideia de como fazer a entrega”.  Pensar grande nunca foi um problema para a Solidarium que após o acordo com o Walmart, conquistou clientes como Lojas Renner, TOK & STOK, Natura e beneficiou mais de 1.600 artesãos nos últimos 5 anos.

O RECONHECIMENTO

Em 2011, a Solidarium conquistou 3 importantes prêmios que validaram e impulsionaram a criação de uma nova estratégia. O primeiro foi ser reconhecida como uma das 5 maiores inovações para o desenvolvimento econômico e social em todo o mundo pela Ashoka e Fundação Ebay. O segundo foi ser nomeada fellow pelo Unreasonable Institute, uma aceleradora de negócios baseadas nos Estados Unidos. O terceiro prêmio, foi ter sido eleita como Empreendedor Social de Sucesso pela revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, coroando o ano de 2011 e validando a nova estratégia da empresa.