Uma nova versão do site de financiamento coletivo de projetos movere entra no ar nesta terça-feira: com novo layout, novas métricas e funcionalidades, código e arquitetura da informação refeitos do zero. E os quatro sócios da empresa garantem que isso é apenas o começo.

“Decidimos refazer tudo para ampliar nosso alcance, mantendo nosso nível de qualidade”, conta Enzo Motta, responsável pelo desenvolvimento. Segundo ele, depois de 10 meses no ar, era preciso fazer um upgrade tecnológico no movere para crescer.

A empresa, aprovada no Rio Criativo – primeira Incubadora de Economia Criativa da América Latina, tornou-se em 2011 um dos principais players no recente mercado de financiamento coletivo no Brasil. Baseada nesse know-how, pretende facilitar de vez a vida do autor, dono de projeto, e daqueles que querem incentivar ideias legais. “Queremos que o serviço seja utilizado por qualquer um. E por isso, deixamos o site mais intuitivo e amigável”, diz o designer Bernardo Tausz.

Vários projetos já foram realizados através do site, como o CD do Sururu na Roda, o filme Africanas, de Eliza Capai, ou o livro Violentina, de Eduardo Caetano. No entanto, o grupo acredita que existem ainda muitas barreiras no país para o sucesso do negócio. “Estamos falando de mudança de cultura, né? E isso leva tempo. Mas iremos fazer o possível para acelerar esse processo”, afirma Vanessa Oliveira, comercial e RP da empresa.

Novidades:

  • pré-projeto: autor poderá testar sua campanha e recompensas em sua rede de contatos, antes mesmo de iniciar a captação;
  • busca por projetos: busca assertiva melhora a navegação do site;
  • formulário de envio de projeto: o autor formata seu projeto ao enviar para gente – diminuindo o tempo de publicação no site;
  • relatórios automáticos: mais controle sobre o andamento do projeto;
  • selo de qualidade Site Blindado: auditoria confirma a segurança do site;
  • fluxo facilitado de pagamento: ficou mais fácil de incentivar um projeto;
  • maior visibilidade para o autor: estratégias de SEO, URL amigável, widget do projeto e mais integrações com redes sociais.

“No primeiro semestre, ainda teremos página especial para curadores, fluxo de pagamento completo no movere, área de administração e blog do projeto”, revela Bruno Pereira – o homem do dinheiro, como eles mesmos brincam. Bruno ainda acrescenta: “Esta, definitivamente, é uma nova fase da empresa. Estamos abrindo outras frentes e queremos testar, neste ano, formas diferentes de se fazer crowdfunding”.