Recebi email de Marcelo Cazado, investidor anjo integrante da associação Floripa Angels, comentando o surgimento da Asociación Latinoamericana de Redes de Inversionistas Angeles (ainda sem site), criada para fomentar o mercado de investidores-anjo na América Latina.

A entidade conta com aporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) foi lançada durante a Conferência Anual da Associação Mundial de Anjos de Negócios (WBAA). A missão da nova entidade é promover investimentos e redes que contribuam com o fortalecimento de uma cultura empreendedora para o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e a criação de riquezas nos países da região.

Na América Latina, apesar da consciência sobre a importância do empreendedorismo e da inovação como veículos para o desenvolvimento, ainda não se tem conseguido resultados com impacto regional ou global. O fator que propiciou o desenvolvimento de empresas de alto potencial no mundo todo foi o investimento privado em suas etapas iniciais, especialmente por meio dos chamados anjos que, além de dinheiro, investem sua experiência e seus contatos – são presentes, atuantes no negócio.

Os objetivos principais da associação são:

  • fomentar a criação e o desenvolvimento de redes de investidores anjos em toda América Latina e Caribe, estimulando o intercâmbio de experiências entre as redes e promovendo a adoção das melhores práticas;
  • desenvolver atividades de formação e capacitação para investidores anjos, criando uma base de conhecimento comum entre investidores e empreendedores;
  • apoiar a sustentabilidade dos empreendimentos após os primeiros anos, procurando criar ferramentas de investimento e fontes de financiamento com uma cultura de cross border investment;
  • fazer esforços para que os governos latino-americanos e do Caribe desenvolvam um contexto propício que estimule o investimento anjo e que inclua os incentivos fiscais necessários para se assumir riscos.

O primeiro presidente da associação, o engenheiro civil chileno Fernando Prieto Domi­nguez, experiente em TI e biotecnologia, cita exemplos: na Inglaterra, 16 mil empresas foram criadas com apoio de anjos; na França, já identificam-se 100 mil anjos; nos Estados Unidos, esta indústria movimenta US$ 20 bilhões. Conforme Nobu Otsuka, especialista operacional do Fundo Multilateral de Investimentos (braço do BID), apenas esta região ainda não tinha se mobilizado dessa forma.

Os 16 membros fundadores da associação representam os seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Peru e República Dominicana. A diretoria é formada por: Fernando Prieto (da Southern Angels, do Chile), Marcos Troncoso (da Enlaces en la República Dominicana), Arnoldo Madrigal (da Link Inversiones, da Costa Rica), Hernán Fernandez (da Angels Venture, do México), Angélica Buitrago (da Angeles Inversionistas Bavaria), Silvia Carbonel (do Club de Business Angels Antiguos Alumnos del IAE, da Argentina), Manuel Lorenzo (do Venture Club do Panamá) e Antonio Bothelho (da Gávea Angels, do Brasil).