Conforme informações do Ministério das Relações Exteriores da Índia, paí­s famoso por fornecer mão-de-obra competitiva para a indústria de TI (inclusive do Vale do Silício), o país busca onde aplicar 500 milhões de dólares a serem investidos no Brasil. O investimento faz parte de um plano do governo deles, que já investiu US$ 2 bilhões por aqui e quer negociar muito mais.

(com informações da BBC e opiniões próprias a partir de conversas)

Funcionários públicos e consultores indianos apontam que essas oportunidades podem estar relacionadas ao setor de mineração, açúcar e álcool. O setor petrolífero brasileiro já recebeu aportes de pelo menos US$ 1,57 bilhões de uma estatal indiana que acredita investir um total de US$ 6 bi até 2011, na exploração de campos estrangeiros ou aperfeiçoamento dos domésticos.

O Brasil lidera a lista de investimentos indianos na América Latina. A Índia anunciou US$ 12 bilhões para a região, e pretendem que em 10 nos as trocas comerciais entre a América Latina e o país. Em ordem decrescente, ainda vão investir na Venezuela, Bolívia, Chile e Argentina.

E o que isso tem a ver com startups de TI?

Creio que talvez haja possibilidade de fornecer sistemas embarcados, integradores – o que mais? Eles querem levar nossos recursos naturais? Alguns até são renováveis, outros não. Sabemos que um bilhãozinho na mão de uma estatal brasileira evapora rapidinho. Compensa fazer essa troca comercial? Quem sou eu para criticar?! Mas sugiro que, junto no pacote, de tabela, invistam em alguns dos nossos melhores recursos renováveis, que os indianos não demonstram ter tanto para vender (ao menos na área de TI): criatividade e inovação.

Tanto se fala que a TI é estratégica justamente por agregar valor a outras áreas! Temos mostrado que a nossa TI pode ser green from nordeste e clean até from sudeste. Nossas startups de TI também podem se aproximar mais de biotecnologia e negócios sociais!

Creio também que a porta aberta dá uma visibilidade que pode significar fluxo de capital (sabe-se de vários indianos que investem em startups nos Estados Unidos, então talvez hora dessas percebem que o brasileiro pode ter vantagens competitivas que interessem aos negócios deles). Afinal, o TechCrunch mesmo já apontou algumas particularidades vantajosas do Brasil – que certamente pesam no posicionamento dentro do bloco emergente BRIC.